Eletrobras vê como positiva proposta do governo de privatizar hidrelétricas – Folha de SP

Análise do ILUMINA: Temos que repetir:

 

A nossa tarifa média final (Só o kWh! Fora transmissão, encargos, impostos e distribuição) é de R$ 290/MWh.

Se as usinas cotizadas são aproximadamente 15% do total e vendem energia por R$ 30, mas a tarifa final é R$ 290, qual o valor dos 85%, na figura, o cilindro vermelho?

Matemática elementar:

0,15 . 30 + 0,85 . X = 290

4,5 + 0,85 . X = 290

X = (290 – 4,5)/0,85 = R$ 336/MWh

  1. Que mistério e que poder se encerram dentro dessa parcela que cobra mais de US$ 100 por 1 MWh apenas na energia?
  2. Os canadenses, noruegueses, mexicanos e sul coreanos (que não privatizaram sua KEPCO) pagam US$ 100 por todo o serviço! Impostos incluídos!!! (*)
  3. Ninguém se interessa por essa parte?
  4. Já que essa parcela é “imexível”, a tarifa final vai para R$ 315, um aumento de quase 9%!
  5. Para um consumidor que vai ter que aceitar pagar mais de 60 bilhões de indenizações e quase 20 bilhões de “risco hidrológico” (apesar de não ter nada a ver com isso) é moleza!

(*) Confiram: International Energy Agency – Key World


DA REUTERS

O presidente da estatal Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., disse que a proposta do governo federal de permitir privatizações de hidrelétricas antigas da companhia, que operam em um chamado “regime de cotas”, com tarifas baixas, é positiva para a companhia e pode gerar ganhos também para o consumidor.

A medida consta de propostas para uma reforma que o governo pretende promover no setor elétrico entre o segundo semestre e o início de 2018, e, segundo Ferreira, a Eletrobras começa a avaliar o assunto ainda nesta sexta-feira (28), em reunião do Conselho de Administração.

O executivo disse que a venda dos ativos é uma alternativa favorável, principalmente dado que a Eletrobras hoje tem custos de em média R$ 40 por megawatt-hora para operar essas usinas, enquanto o “regime de cotas” prevê o repasse da produção de energia às distribuidoras por preços entre R$ 30 e R$ 40 por megawatt-hora.

Pela proposta do governo, após a privatização a energia das hidrelétricas poderá ser vendida pelos novos donos dos ativos a preços de mercado, bem mais elevados, na casa dos R$ 200 por megawatt-hora, em um processo que vem sendo chamado de “descotização”.

“Sou favorável porque a descotização pode trazer um benefício ao consumidor e para nós… É positivo porque temos cotas com custo operacional superior à receita com essas cotas. Passamos a ter uma opção nova”, disse Ferreira, após participar de evento na Fundação Getulio Vargas na noite desta quinta-feira (27).

A Eletrobras ficaria com um terço dos ganhos com as vendas, enquanto Tesouro e consumidores de energia dividiriam o resto dos recursos, pela proposta do Ministério de Minas e Energia, que ainda está em discussão com a equipe econômica.

Mas membros do governo já admitiram que pode haver ainda um repasse maior de recursos ao Tesouro, eventualmente com o compromisso de uma posterior capitalização da Eletrobras.

Segundo o presidente da estatal, ainda é prematuro apontar quais usinas poderiam ser descotizadas e eventualmente privatizadas no futuro, mas ele ressaltou que a lista de ativos elegíveis ao processo envolve mais de 20 usinas com capacidade cerca de 14 mil megawatts.

O executivo afirmou ainda que a venda dos ativos pode ser importante para que a Eletrobras cumpra sua meta de operar em 2018 com custos iguais à receita.

“A descotização pode trazer um valor positivo à companhia, vamos avaliar”, disse.

ATRASO NAS DISTRIBUIDORAS

O presidente da Eletrobras disse ainda que a estatal começará na próxima segunda-feira uma discussão mais aprofundada com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) sobre o modelo para a venda de suas distribuidoras de energia que atuam no Norte e Nordeste, e que a companhia prevê privatizar ainda neste ano.

Ele admitiu, no entanto, que as discussões com o banco estatal, que vai apoiar os processos de privatização, deveriam ter começado ainda no início de julho.

Ainda assim, o executivo garante que o leve atraso no cronograma não vai impedir a estatal de cumprir sua meta de vender todas as distribuidoras ainda em 2017.

“A primeira reunião para falar da modelagem e do valuation deveria ter sido no comecinho de julho, mas vai acontecer só na segunda feira. O plano básico de venda era novembro, mas dezembro ainda é 2017. Não vai ficar para o ano que vem, não”, afirmou Ferreira.

As distribuidoras da Eletrobras são fortemente deficitárias e operam no Acre, Alagoas, Amazonas, Rondônia, Roraima e Piauí.

 

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      2 comentários para “Eletrobras vê como positiva proposta do governo de privatizar hidrelétricas – Folha de SP

    1. Uriel
      28 de julho de 2017 at 17:58

      Como pode ser bom para o consumidor se uma usina que vende por R$ 40 o MWh vai passar a vender por R$ 200? Dúvida mesmo.

      • Roberto D'Araujo
        28 de julho de 2017 at 21:32

        Claro que não é bom.

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