Nota da esclarecimento

 



Gostaríamos de esclarecer a diferença das “tarifas” por usina que têm surgido na imprensa e que são aproximadamente o dobro dos valores apresentados nas palestras do ILUMINA. Essa confusão faz parte da pressa e da falta de transparência que marcou a reforma proposta pela MP579. A diferença está no fato de serem tarifas por disponibilidade. Ou seja, um valor de R$ 10/MWh é pago, não pela energia gerada, mas sim pela disponibilidade de gerar aquele MWh, seja ele gerado ou não!

Claro que, para as empresas geradoras, uma nota de R$ 10 é melhor do que uma de R$ 5. Entretanto, como  não há mágica, alguém tem que pagar essa diferença. Quem vai assumir o risco de não receber o MWh (por hidrologia insuficiente, por exemplo) é a distribuidora, ou seja, nós consumidores. Elas vão ter que recorrer ao mercado livre para comprar o MWh que deveria custar R$ 10, mas pode custar mais de R$ 400.

De qualquer modo, como os valores, além de serem ridículos, não guardam relação com a realidade de uma usina, a ameaça às empresas geradoras permanece tão grave quanto antes.

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