Considerações sobre artigo


Balanço da energia elétrica


O jornal Folha de S. Paulo, de 5/1, publicou artigo do prof. Pinguelli Rosa intitulado Balanço sobre energia elétrica e gás.


O artigo vem numa boa hora, quando se discute muito a possibilidade de apagão, não só após 2009 mas também antes, se houver um aumento do consumo de energia elétrica no rastro do aquecimento da economia brasileira.


Pinguelli assinala que a situação atual é diferente da de 2001, porque “São Pedro parece ser petista ou está entre entre os aliados”. Além disso, salienta, agora temos as termelétricas para atender o abastecimento em caso de emergência. Mas alerta que a questão é que muitas não dispõem de gás. Isso ficou provado quando o ONS mandou ligar as termelétricas e “menos da metade operou”.


“Por meio de seu diretor de Gás e Energia, Ildo Sauer, a Petrobrás informou que:


1)não dispõe do gás para operar por prazo maior essas termelétricas.


2)cerca de 3 GW termelétricos não estão contratados.


3)há problemas no novo modelo devido aos consumidores livres.”


O ILUMINA já sinalizou essa situação em que os consumidores livres compraram energia demasiadamente barata no mercado spot e agora, quando o preço sobe, querem voltar às distribuidoras tradicionais, mas têm que esperar um período de 5 anos, segundo claúsula contratual.


O professor lembra ainda que as usinas termelétricas no Brasil operam em complemento às hidrelétricas e que portanto “não faz sentido verter água enquanto se queima gás, fóssil e importado”. Por outro lado, quando abaixa muito o nível médio dos reservatórios, devem-se ligar as termelétricas, na falta de novas hidrelétricas, afirmou.


Há ainda outra solução já cogitada para médio prazo. É a importação de gás líquido natural e sua regaseificação em uma planta a ser construída. Além do prazo longo há que se considerar também o alto custo do kW a ser gerado.


Quanto ao emprego de fontes renováveis, declarou Pinguelli:


“O governo deve dar mais atenção às fontes renováveis, entre as quais a geração hidrelétrica, embora deva reconhecer seus problemas ambientais, incluindo emissões de metano, medidas pela Coppe e pela USP/São Carlos, objeto de recente reunião em Paris.”


O Ilumina considera da maior importância o posicionamento do prof. quando afirma que concorda com a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva de que “as regras ambientais têm de ser obedecidas.”


Por fim afirma discordar da substituição de futuras hidrelétricas por reatores nucleares. A emenda seria pior que o soneto, afirma.


(o artigo foi publicado no dia 5/1/07, na página B2 da Folha de São Paulo)


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