Para entender o que está ocorrendo na transmissão e porque, como já é hábito, custará mais caro! Quem prestar atenção aos leilões das linhas de transmissão notar&aa …

Para entender o que está ocorrendo na transmissão e porque, como já é hábito, custará mais caro!


Quem prestar atenção aos leilões das linhas de transmissão notará que quase todas saem pela receita máxima. Quase não há deságio. Notará também que algumas linhas… niinguem se interessa em fazer. Por acaso, essas são as mais importantes. Exemplo: A linha Ibiuna -Bateias que ligará S. Paulo a Curitiba e que permitirá o escoamento de energia do sul para o sudeste e vice-versa. Ninguem ofereceu proposta. Quem vai fazer? Furnas! Outro exemplo: A linha que ninguem quis fazer no Pará (180km) com certeza será feita pela …Eletronorte. Outro exemplo: A linha que liga Ouro Preto a Vitória, importante porque criará um caminho alternativo para a energia chegar ao Rio, que, assim, sairá da condição de estar no "fim da linha" no sistema de transmissão. Alguem se candidatou? Ninguem! Quem vai fazer? Furnas! E se Furnas e Eletronorte fosse privadas? Quem faria? A Petrobrás? O Banco do Brasil? O Planalto?


Tem mais! Os preços máximos são baseados em índices médios de US$/km de linha que não consideram particularidades dos projetos e até por causa disso, podem estar superestimados. Qualquer economia que se obtenha no projeto não reverterá para o consumidor.


E não é só isso! Os preços do leilão comporão a "tarifa de transporte" e que todos nós pagaremos. Quem é do setor sabe que esses preços estão muito acima das receitas permitidas das linhas estatais. Aqui, o governo, evidentemente sem explicar, adota um subsídio dos ativos estatais para os ativos privados. Porque? Porque a receita total do transporte de todo o sistema de transmissão tem que pagar todas as receitas das linhas privadas e estatais. Enquanto uma linha privada sai com taxas de retorno de até 20% ao ano, as linhas estatais tem uma remuneração média de 4%! Se isso não é transferência de renda, o que é?


Tem mais! Suponha que uma empresa que possui usinas, faça suas contas e descubra que a remuneração que está tendo na geração daria perfeitamente para construir uma nova linha reforçando a confiabilidade. Uma empresa estatal, que não busca apenas o lucro, poderia construir essa linha, uma vez que os investimentos são bem menores do que na geração. No modelo atual, jamais faria isso pois, a transmissora é outra empresa! As receitas e despesas são diferentes! Algumas linhas no sistema brasileiro acrescentam maior sinergia entre as usinas e se justificam apenas por isso. O novo modelo não reconhece essa particularidade e diz que transmissão é apenas transporte! As empresas são diferentes! O ILUM INA pergunta: Onde exatamente termina a empresa de geração e começa a de transmissão? Na subestação? No transformador? Na primeira torre? Os empregados da subestação são de que empresa? Oe equipamentos de medição são de quem?


Adeus economia de escala! Adeus tarifas baratas!


Aneel passa mais três linhas à iniciativa privada

A mais longa, de 386 km no Nordeste, foi arrematada pela espanhola Inabensa


IRANY TEREZA e EUGÊNIO MELLONI


RIO – O governo conseguiu ontem passar à iniciativa privada a concessão para a construção de três linhas de transmissão de energia elétrica, duas no Nordeste e uma em São Paulo. Uma quarta linha, de 179 quilômetros entre as cidades de Vila do Conde e Santa Maria, no Pará, não teve interessados e poderá ser construída pela estatal Eletronorte ou voltar a leilão, segundo o presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo.


Apesar de quase não ter havido disputa (duas concessões foram arrematadas em lance único) e do baixo índice de deságio, Abdo declarou ter ficado satisfeito com o resultado. "Quando há disputa é melhor. Mas é plenamente aceitável que os investimentos saiam pelo preço mínimo", comentou. Das 16 linhas de transmissão já ofertadas à iniciativa privada, apenas duas não tiveram interessados.


Diferente de outros leilões de privatização, as licitações para construção de linhas de transmissão têm por base um comprometimento de receita dos investidores. O governo determina o faturamento máximo anual que cada empreendimento poderá render e ganha quem se propuser a cobrar menos pelo serviço – por isso o deságio.

Abdo revelou que três empresas estrangeiras pediram à Aneel o adiamento do leilão de ontem, alegando dificuldades conjunturais, como a alta do dólar.


"Decidimos manter, até porque eles não representavam a maioria dos interessados", alegou. Dez empresas depositaram garantias, mas apenas quatro fizeram propostas. A linha Xingó-Angelin-Campina Grande, a mais extensa do leilão, com 386 quilômetros entre Alagoas e Paraíba, passando por Pernambuco, foi arrematada pela espanhola Instalaciones Inabensa, com um deságio de 1,01% e compromisso de receita anual de R$ 47,350 milhões.


A ligação entre as cidades paulistas de Chavantes e Botucatu ficou com a estadual Companhia de Transmissão de Energia Elétrica, que ofereceu compromisso máximo de receita proposto pela Aneel: R$ 6.910.009,92. A Hot Line Construções Elétricas, do ramo de manutenção de sistemas de eletricidade, levou a linha Goianinha-Mussuré, que liga Pernambuco à Paraíba, oferecendo deságio de 0,5% e compromisso de receita anual de R$ 2.750.952,00.


Em dezembro a Aneel publica um novo edital de licitação de 11 linhas de transmissão, somando 2,1 mil quilômetros de extensão e investimento global avaliado, neste momento, em cerca de R$ 1 bilhão (valor estimado em julho).


Segundo Abdo, os leilões deverão ocorrer até três meses após a divulgação do edital. O objetivo da Aneel para as próximas concessões é atualizar os valores calculados para as linhas de transmissão em datas mais próximas ao leilão, para fugir ao impacto das oscilações cambiais. "O descolamento desses valores da realidade não interessam à sociedade brasileira", disse Abdo. O valor de R$ 1 bilhão, por exemplo, terá de ser revisto e atualizado para incorporar a desvalorização cambial.


A Aneel fará também, em 30 de novembro, o leilão das concessões de 11 projetos de usinas hidrelétricas, com 2,6 mil megawatts (MW) de capacidade total e investimentos necessários calculados em R$ 5 bilhões. Segundo Abdo, a meta inicial era fechar este ano com a licitação de 12 mil megawatts (MW) novos. "Deveremos terminar o ano com 15 mil MW", prevê.


A espanhola Instalaciones Inabensa, pretende investir R$ 250 milhões na instalação da linha que arrematou no Nordeste, quase cinco vezes a receita anual que se comprometeu a ter. O retorno do investimento, segundo disse, em tom de brincadeira, Emílio Rodriguez, representante da empresa, "virá dentro dos 30 anos do prazo de concessão". (AE)


Crise prejudica leilão para concessão e construção de linhas de transmissão



A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) afirmou que a alta do dólar e a crise econômica mundial prejudicaram as disputas no leilão para concessão dos direitos de construção e exploração, por 30 anos, de cinco linhas de transmissão de energia que aconteceu ontem, no Rio.


Nos leilões de transmissão são declaradas vencedoras as empresas que apresentarem a menor tarifa de transmissão. Dos quatro lotes, três foram vendidos e o deságio máximo foi de apenas 1,01%. Três das 13 empresas participantes chegaram a pedir o adiamento do leilão.


O diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, afirmou ainda que estuda a possibilidade de mudar o prazo de definição da receita máxima anual, hoje feita com base no câmbio no dia do lançamento do edital.


Segundo ele, é provável que a atualização da receita seja feita com o câmbio do dia do leilão. "O leilão de hoje ficou influenciado pela variação (cambial) que tivemos. Estaremos fazendo uma reavaliação desses efeitos para o edital de dezembro."


No leilão de ontem, o grupo espanhol Instalaciones Inabesa, arrematou as linhas de transmissão Xingó (AL)/Angelim (PE) e Angelim/Campina Grande (PB). Eles se comprometeram a ganhar, no máximo, em um ano, R$ 47,350 milhões. O valor máximo estipulado pelo leilão foi de R$ 47,835 milhões o que leva a um deságio de 1,01%.


A CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) vai investir R$ 34,7 milhões na construção da linha Chavantes/Botucatu (São Paulo). Foi a única a apresentar proposta para essa linha no leilão.


A vencedora do leilão da concessão da linha de transmissão de energia entre Goianinha (PE) e Mussuré (PB), que tem 51 quilômetros, foi a Hot Line Construções Elétricas. A receita máxima foi de R$ 2,750 milhões e a estimativa de investimentos é de R$ 14,092 milhões.


Na avaliação da Aneel, o leilão teve resultado positivo, apesar do pequeno deságio oferecido nas linhas. (DA SUCURSAL DO RIO)


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