BIODIESEL GANHA ADEPTOS NO EXTERIOR |
Com o preço do petróleo por volta de US$ 60 o barril, o biodiesel vai ganhando adeptos em todo o mundo. O governo norte-americano, através de subsídios, está conseguindo vender em alguns lugares dos Estados Unidos, por mais ou menos o preço do diesel comum. Nos Estados Unidos, onde a gasolina já bate US$ 0,59 por litro e o diesel está a US$ 0,63, muitos norte-americanos já estão abastecendo as caminhonetes com biodiesel feito de óleos vegetais ou gordura animais – às vezes extraídos de óleo de cozinha recolhido em restaurantes. É misturado em diesel comum em proporções de até 20%. Na Europa, a Volkswagem está vendendo uma versão especial do Golf com modificações no sistema de combustível para que possa rodar só com biodiesel. A adaptação, que custa 195 euros, tem como alvo a Alemanha, onde é razoavelmente fácil encontrar biodiesel. Enquanto isso, no Brasil, não há uma política definida para o setor. A atual direção da Petrobrás planeja fazer uma “parceria” com a Repsol para a exploração do Campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, com grandes reservas de gás. O combustível está sendo considerado altamente valioso porque pode ser transformado em diesel. O professor Bautista Vidal, criador do programa do Pró-Álcool, critica a falta de visão estratégica do governo Lula. Segundo ele, o país poderia fazer uma marcha para o norte no sentido de produzir biodiesel. “Se ocuparmos a Amazônia com assentamentos do MST preservaríamos o meio-ambiente, porque não haveria corte de árvores, usando a cultura do dendê. O governo tem as terras, não precisará desapropriá-las e nem haverá ameaças à propriedade privada. Produziríamos lá biodiesel, através do dendê, como a Arábia Saudita produz petróleo. Assim, teremos poder no mundo e não ficaremos discutindo eternamente a dívida externa com visão menor. Porque o país terá em mãos um ativo que qualquer sistema financeiro não despreza: a energia”. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que regula a exploração da floresta amazônica, que pode ceder às multinacionais mais de 50 milhões de hectares de floresta a pretexto de preservação do meio ambiente. O fato não mereceu destaque na mídia. (O Estado de São Paulo/AEPET direto) |