Politicamente incorreto

A NOTÍCIA

Petrobras arremata, sozinha, 53 blocos no Golfo do México

RIO – A Petrobras América, subsidiária da Petrobras nos Estados Unidos, arrematou sozinha 53 blocos em um leilão no Golfo do México, com um investimento de US$ 30,1 milhões.
Com as aquisições, a Petrobras torna-se operadora de todos esses blocos, em um conjunto com oito prospectos de grande potencial de reservas, sendo três em águas profundas, quatro na parte Oeste do Golfo e um em águas profundas no quadrante Garden Banks.
O planejamento estratégico da empresa brasileira já previa aquisições em águas profundas e ultraprofundas da região. Com a compra, a estatal também consolida seu posicionamento como líder nas atividades de exploração em águas profundas do Golfo do México americano, onde tem participações em três das maiores descobertas já realizadas, além de um campo em produção. Por meio de uma nota a empresa informou que um dos blocos arrematados fica próximo
à descoberta de Cottonwood, onde está sendo perfurado o primeiro poço operado pela Petrobrás em águas profundas do Golfo. ….
O objetivo é alcançar uma produção superior a 100 mil barris de óleo equivalente por dia até o início da próxima década no país.

 

NOSSO COMENTÁRIO

Todos sabemos que a época do petróleo fácil e barato acabou, e que a crescente demanda e as limitadas reservas remanescentes são uma ameaça para o crescimento econômico mundial. Os dados da política para o petróleo adotada no México, são impressionantes. Em uma década, o México reduziu à metade suas reservas provadas, que em 1990 eram em torno de 56 bilhões de barris de petróleo, para  28,4 bilhões no ano de 2000. Hoje as reservas mexicanas são um pouco superiores a 12 bilhões de barris, o que um volume semelhante ao das reservas provadas brasileiras.

O México exportou diariamente para os EUA, no ano de 2004, um volume superior ao total do que é produzido hoje no Brasil, que é de 1.630.000 barris/dia. 

Para a Petrobras, a aquisição de áreas com grande potencial no México é um grande negócio, principalmente porque a estatal brasileira tem capacidade para descobrir novas reservas em águas profundas no Golfo do México.

Difícil concordar é que esta seja uma política correta para o povo Mexicano, e muito menos que a mesma política de licitar áreas promissoras no território brasileiro seja uma boa política para nós..  

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