ALERTA VERMELHO |
O economista norte-americano Paul Krugman, da Universidade de Princeton e um dos principais colunistas do “New York Times” previu um novo choque da economia mundial em até três anos. A crise seria provocada pelo fim da bolha especulativa no setor imobiliário americano, que forçaria os Estados Unidos a desvalorizarem o dólar, o que poderia levar diversos países a uma retração econômica. “O mundo, daqui a três anos, não será o que é hoje. Os fluxos de capitais estão indo na direção errada. A economia do mundo parece toda puxada pela locomotiva dos construtores de condomínios imobiliários em Miami. Haverá um ajuste e muitas pessoas vão perder muito dinheiro”, advertiu. Sobre o Brasil, ele considera inexplicável a manutenção do atual patamar dos juros básicos no país, de 19,75%. “A economia brasileira tem tido um crescimento bom, mas não espetacular. O crescimento não precisa ser restringido, atualmente, para evitar a inflação. A taxa atual é altíssima. É difícil entender o porquê de ser isso necessário”, avaliou. Segundo ele, o foco deve ser alterado para uma maior expansão econômica. O economista americano considera estranho um país em desenvolvimento como o Brasil manter juros reais acima de 10%. Para ele, o normal seriam juros entre 8% e 9% e não em patamares iguais a 13% ou 14%. Segundo Krugman, a América Latina vive um momento de “perda de fé” em suas estratégias de desenvolvimento. O desconforto decorre de duas apostas frustradas: a primeira, no pós-Guerra, priorizava a expansão do mercado doméstico, e a segunda, concebida há cerca de 20 anos, enfatizava a abertura da economia para o exterior. Segundo ele, nenhuma das duas táticas conseguiu alçar o crescimento econômico a níveis satisfatórios. (O Globo/AEPET) |