Dilma diz que não desistiu de colocar 17 usinas em leilão, mas MME admite perda |
Dois ministros minimizaram ontem os riscos de fracasso do leilão de energia nova que o governo deve realizar em meados de dezembro. O Valor divulgou segunda-feira levantamento que demonstra que, das 17 hidrelétricas que o governo pretende colocar em licitação, apenas 7 devem obter a licença ambiental necessária a tempo de participar do leilão.(veja matéria na página) “Nós ainda não jogamos a toalha em nenhuma das 17 (usinas). Vamos brigar para que todas entrem no leilão”, disse ontem a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, em São Paulo, durante entrevista coletiva no 2º Fórum de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Dilma comandou o Ministério de Minas e Energia desde o início do governo, e assumiu a Casa Civil após a queda do ex-ministro José Dirceu, no dia 16 de junho. “Vamos fazer todas as gestões para que o maior número possível de hidrelétricas seja colocado em licitação no leilão de dezembro, porque é fundamental um leilão bem diversificado”, garantiu Dilma, referindo-se à Casa Civil e aos ministérios de Minas e Energia e Meio Ambiente. Em palestra para os empresários presentes ao encontro, a ministra admitiu que algumas hidrelétricas talvez não consigam as licenças ambientais, mas serão “bem menos do que estão dizendo por aí”. O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse ontem, em Brasília, que a expectativa do ministério é que cerca de 80% das 17 usinas hidrelétricas em fase de licenciamento ambiental estarão liberadas para participar da licitação. Rondeau negou a hipótese de desabastecimento a partir de 2010. “Risco de falta de energia, por conta de frustrações no leilão, não existe.” |