Pelo menos sete grandes grupos empresariais preparam-se para disputar o controle da Light, distribuidora fluminense de energia. A Electricité de France, controladora da empresa, decidiu sair do negócio e contratou, em setembro, o Goldman Sachs para para buscar um sócio estratégico ou vender a companhia.
A Light já atraiu a atenção até de empresas de fora do ramo energético, como a Telemar, do setor de telecomunicações. O interesse da operadora, que fechou o terceiro trimestre com R$ 4 bilhões em caixa, explica-se pela viabilidade do uso da rede elétrica para transmissão de serviços de banda larga e vídeo, por meio da tecnologia PLC (Powerline Communications). A Light atua em uma área que inclui 31 municípios, com 10 milhões de habitantes (Rio, Baixada Fluminense e Sul do Estado).
A lista de candidatos inclui GP Investimentos, CPFL Energia, Cemig (estatal mineira), a espanhola Endesa, Andrade Gutierrez e VBC Energia – principal acionista da CPFL.
A GP entrou no setor ao arrematar a Cia. de Eletricidade do Maranhão (Cemar), há dois anos. Pretende ampliar a presença em energia com uma estratégia de seguir independente em novas aquisições. A Andrade Gutierrez, que participa do bloco de controle da Telemar, tentou uma parceira com a GP para disputar a Light, mas não obteve sucesso.
A Endesa, que controla a Ampla, com atuação no Rio, reestruturou seus ativos e quer a Light para aumentar sua atuação no país. O presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Jr., diz que é cedo para falar sobre o assunto. A Cemig faz avaliações para definir sua participação.
A Light tem uma dívida de US$ 1,5 bilhão e seu maior desafio é melhorar a gestão. Opera com alto grau de inadimplência (24%), apontado como um dos maiores do país.
(H.Magalhães, C. Schuffner, L.Coimbra e I.Ribeiro ValorRio e SP)
Comentário
Só para lembrar que a Telemar é a campeã das reclamações dos usuários nos órgãos de Defesa do Consumidor. |
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