| Governo gaúcho quer ampliar uso de carvão na geração |
Ao mesmo tempo em que o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), faz campanha pela ampliação da presença do carvão mineral na matriz energética brasileira, empresários do setor no Estado reforçam o coro dos investidores descontentes com o preço máximo de R$ 116 por megawatt hora (MWh) estabelecido pelo governo federal para o leilão de energia nova no dia 16 de dezembro. A avaliação é que o valor será insuficiente para remunerar os investimentos em novas usinas térmicas e deve ser revisado pelo Ministério das Minas e Energia (MME). “O preço precisa ficar acima de R$ 130 (o MWh) para garantir rentabilidade”, disse ontem o diretor superintendente da Junto com a construtora No total, quatro projetos de usinas térmicas no Rio Grande do Sul poderão disputar o leilão de energia nova. Além de Seival e Jacuí, há a terceira fase da usina Presidente Médici, em Candiota, que pertence à estatal federal “Nunca estivemos tão perto de ter mais carvão na matriz energética brasileira”, disse Rigotto. Segundo ele, a participação atual da matéria-prima na geração de energia no Brasil é de apenas 1,2%, contra cerca de 40% na média mundial. O Rio Grande do Sul detém 89% das reservas nacionais de carvão mineral, que são suficientes para gerar 18,6 mil MW durante cem anos. O restante está em Santa Catarina (10,5%) e no Paraná (0,5%). |