| Grandes consumidores vão ao mercado “spot” L.Coimbra, Valor SP | ||||
No momento, por conta do excesso de oferta (ainda conseqüência do racionamento há quatro anos), e da cheia dos reservatórios das hidrelétricas, os preços no mercado spot estão baixíssimos. Só para se ter uma idéia, nas concessionárias os grandes consumidores conseguem preços que variam de R$ 60 a R$ 110 o megawatt hora (MWh), enquanto no curto prazo está a R$ 16,9 o MWh. Dentro da estratégia, as empresas normalmente renegociam os contratos que possuem junto às distribuidoras em formatos mais enxutos e deixam para buscar parte da demanda no curto prazo. O grande problema deste tipo de estratégia é a grande volatilidade dos preços no “spot”, que mudam semanalmente. Se hoje o megawatt no curto prazo custa menos de um terço do preço praticado pela distribuidora, na época do racionamento, onde havia escassez, os preços no curto prazo chegaram a R$ 684 o MWh – mais de 10 vezes o preço da concessionária, em alguns casos. No caso da Sanofi-Aventis, a estratégia de passar a comprar energia no mercado de curto prazo trouxe uma economia mensal de 31% na conta de eletricidade. A fatura ao mês que era de R$ 295 mil, passou para R$ 202 mil, em média. A demanda do grupo é de 3,5 megawatts (MW). O contrato foi renegociado junto à distribuidora de energia, a Essa modalidade de contrato foi adotadapor apenas um ano – período em que, segundo as estimativas, os preços do spot estariam baixos. “Fazemos análises da oferta, do consumo, e olhamos essa curva no prazo em que as empresas pretendem contratar. As mais ousadas e com visão de mais curto prazo costumam se arriscar mais no mercado spot”, dizHerzberg, sócio da Iteract. Outras empresasadotararam a estratégia de buscar 15% de suas necessidades energéticas no mercado spot. A economia média obtida por elasé de 20%. “As empresas costumam, em sua maioria, não buscar mais do que 15% da sua demanda no curto prazo. Mas algumas companhias, cujo perfil administrativo é mais agressivo, chegam a buscar metade das suas necessidades no mercado spot de energia”, diz Herzberg. Essa modalidade foi firmada para o primeiro ano de operação da Flexoplast, em Minas. Segundo suas análises, haverá elevação do preço spot por conta da redução dos investimentos no setor. Para Herzber, a economia na aquisição de energia é fundamental em um setor como o de embalagens plásticas, muito competitivo. Procuradas, as empresas não quiseram se pronunciaram sobre as vantagens dessas ações. Uma das maiores fabricantes de plásticos do país também foi ao mercado spot, mas preferiu não se identificar nem falar sobre o assunto. |