Energia ecologicamente correta Em uma década, em vez de uma bateria de níquel-cádmio, celulares e laptops usarão hidrogênio (H2) como fonte de energia. A abundância do elemento na Terra e a água como produto da reação química em células de combustível o colocam como a melhor opção para o futuro. A contaminação do solo e da água por metais pesados é o grande problema com as baterias atuais. Marco Fraga, chefe do Laboratório de Catálise do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), explica que sua substituição em aparelhos portáteis reduz os riscos ambientais. – O grande motivador do uso de H2 é a preocupação com o meio ambiente – aponta Fraga. Em esforço integrado, o INT, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) estudam formas de produzir H2. Em 2008, as instituições concluirão a construção de um protótipo capaz de fazê-lo a partir de etanol. O H2 purificado no sistema alimentará uma célula a combustível capaz de gerar 5 kilowatts (kW) de energia, suficiente para abastecer uma casa de classe média. – A tecnologia será útil onde a rede elétrica não chega – observa Marcelo Linardi, coordenador do Programa de Célula a Combustível e Hidrogênio do Ipen. – Compraremos combustível em vez de eletricidade para produzir energia no local. Uma célula a combustível funciona similar à pilha, mas não polui. Um dos cinco tipos existentes é aconselhado para gerar energia em residências. – As vantagens são o baixo custo e a durabilidade – diz Gerhard Ett, diretor da Electrocell. Linardi justifica a opção pela criação de um sistema para casas e não para automóveis. Para o pesquisador, os recursos do governo têm de ser usados com responsabilidade em áreas ainda pouco exploradas para o uso de energia de hidrogênio. – A indústria automobilística já investe pesado em pesquisas de hidrogênio em veículos. O estudo gerou 10 patentes entre processos e materiais.
Rumo à economia do hidrogênio | |||||||||||||||||||||||||||||||||
A dependência dos combustíveis fósseis para geração de energia conduziu o mundo a uma encruzilhada de poluição e conflito. A adoção do hidrogênio é uma alternativa para solucionar os problemas sócio-ambientais causados pelo petróleo.
– O mais interessante da economia baseada no hidrogênio é a democratização da produção de energia – observa Marcelo Linardi, do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).
Por ser obtido de diversas fontes tanto fósseis como renováveis, o hidrogênio permite que os países optem pelos combustíveis que têm disponível.
– É a primeira vez que isso acontece na história. Antes, no caso do petróleo e do carvão, países com maiores reservas tinham vantagens e saíam na frente – conta Linardi.
Junto ao Instituto Nacional de Tecnologia (INT) e a Petrobrás, o Ipen promovenesta semana o 1º Encontro Brasileiro de Energia do Hidrogênio no Rio de Janeiro e em São Paulo.(veja abaixo)
– Nossa intenção é mostrar o que está acontecendo no mundo no que se refere a pesquisas com hidrogênio – diz Marco Fraga, do INT.
Linardi completa que o encontro também servirá para esclarecer e conscientizar a população sobre as mudanças na matriz energética mundial.
– O hidrogênio substituirá outras fontes de energia gradualmente, daqui a 10 ou 15 anos – aposta. (J.A.da Rocha, JB, Ciência)
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