Gás boliviano no PNE 2030

MME mantém projeção de participação do gás natural na matriz elétrica no PDEE 2007-2016
Primeira edição do Plano Decenal prevê que gás natural terá participação de 8% em 2015, contra os atuais 4%


Fábio Couto, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Expansão
19/09/2006


O secretário de Planejamento e Desenvolvimento do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse nesta terça-feira, 19 de setembro, que aedição do Plano Decenal para Expansão de Energia Elétrica 2007-2016 manterá a projeção de participação do gás natural na matriz elétrica do país. A primeira versão do Plano Decenal, lançada em abril, previa umaparticipação de 8% na matriz elétrica em 2015. Para o próximo plano, ressaltou, podem ocorrer ajustes nos números, mas nada que implique em uma mudança de cenário.


Segundo Zimmermann, que participou do 8° Enercon, em São Paulo,em 2005,a participação do insumo na geração elétrica ficou em cerca de 4%, sendo 2% relativo ao gás boliviano e 2% oriuindo da produção nacional. Na matriz energética total, que considera outros usos, a participação do gásteve participação entre 8% e 9% em 2005. Esse crescimento, destacou ele, está baseado na ampliação da produção nacional de gás natural e na entrada do Gás Natural Liqüefeito no cenário.


MME pretende lançar Plano Nacional de Energia 2030 na primeira semana de novembro
Estudo de longo prazo inclui Bolívia como fornecedora de gás, no âmbito da integração energética regional, segundo Márcio Zimmermann


Fábio Couto, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Expansão
19/09/2006



O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse nesta terça-feira, 19 de setembro, que o MME pretende lançar o Plano Nacional de Energia 2030 na primeira semana de dezembro. Segundo ele, na próxima quinta-feira, 21, o ministério lançará o estudo que trata da curva de demanda energética até 2030, um dos dados do PNE.


Em outubro, contou Zimmermann, o MME lançará ainda a Estratégia da Oferta, que visa tratar dos planos de oferta das fontes que compõem a matriz energética do país. Entre os dados está o fornecimento de gás natural. Zimmermann, que participou do 8° Enercon, em São Paulo, salientou que o plano prevê o fornecimento de gás natural pela Bolívia, como parte do processo de integração energética.


Segundo ele, num plano de prazo mais longo, é mais difícil a realização de projeções, considerando questões pontuais como o impasse que acontece entre o Brasil e a Bolívia, devido à nacionalização da cadeia de petróleo e gás.


O secretário ratificou que não há crise de abastecimento de gás no país e que a questão está sendo negociada entre o ministro Silas Rondeau, a Petrobras e as autoridades bolivianas, dentro dos prazos e condições estabelecidas entre os dois países.




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