Revisão tarifária no Ceará

Publicamos abaixo a matériado Diário do Nordeste – Fortaleza sobre Palestraproferidano auditório da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, a convite da ACEL, sobrea Revisão Tarifária da CELPE – 2005 ainda pendente de decisão final da Justiça.


ENERGIA NO CEARÁ


Proposta de revisão tarifária sai dia 28


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José Antônio Feijó, diretor do Instituto Ilumina-Nordeste (Foto: Silvana Tarelho)


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    Os consumidores de energia elétrica devem conhecer no próximo dia 28 de fevereiro a proposta de revisão tarifária da Coelce (Companhia Energética do Ceará), que deverá ocorrer em abril. Com a aproximação da data, a Acel (Associação dos Consumidores de Energia Elétrica) já começa a se mobilizar para defender os usuários do serviço contra um aumento que supere a capacidade de seu bolso.

    Como parte da mobilização, a Acel realiza uma série de palestras relacionadas ao equilíbrio econômico-financeiro do contrato das concessionárias. A primeira delas trouxe à Fortaleza o engenheiro José Antônio Feijó, diretor do Instituto Ilumina-Nordeste, localizado em Pernambuco que veio contar o caso da companhia de energia elétrica naquele Estado.

    Feijó explicou que em 2005, a Celpe (Companhia Energética de Pernambuco) apresentou a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica)uma proposta de revisão tarifária de 56%. Com a pressão da população, por meio de audiência pública, a empresa baixou para 38% e aprovou 34%. Mesmo com o recuo no índice de aumento no custo do serviço, consumidores, empresários continuaram pressionando a companhia.

    Nesse ínterim, o Ministério Público de Pernambuco entrou com uma ação civil pública na 3ª Vara da Justiça Federal, solicitando à Aneel e à Celpe, a suspensão do reajuste e o recálculo do percentual, que ficou em 7,4%. As duas recorreram da decisão. Em abril do ano passado, o juiz da 3ª Vara deu a sentença definitiva, mantendo os 7,4%. A Aneel e a Celpe voltaram a recorrer e aguarda-se a decisão definitiva do STJ.

    ´À luz dos contratos de concessão da energia, o percentual é indevido. O argumento do MP baseia-se no fato de 35% da energia consumida pelo Estado, ser proveniente da TermoPernambuco, co-irmã da Celpe, que vende o produto por R$ 137,00, o MWh (megawatt/hora), quando poderia comprar no mercado por R$ 57,00´, diz Feijó. Na opinião de Iran Ribeiro, presidente da Acel, o caso da Celpe é semelhante ao da Coelce. ´A concessionária deve comprar o MWh da Endesa, por aproximadamente R$ 150,00, enquanto no mercado de energia, o mesma unidade deve estar sendo vendida por R$ 60,00´, estima. Ele acrescenta que ´a termelétrica faz parte do grupo ao qual a Coelce também pertence´. Questionada sobre o processo de revisão tarifária a Coelce não retornou o contato até o fim desta edição.

    Participantes

    A Acel reuniu ontem durante a apresentação presidentes de empresas consumidoras intensivas de energia elétrica, diretores da Fiec, sindicatos e o conselho da Acel, que envolve CDL, FCDL, Fecempe, Associação de Bairros e Favelas, OAB, entre outros.

    Isildene Muniz
    Repórter

    PROCESSO

    34% foi o percentual de revisão tarifária aprovado para os consumidores da Celpe (Companhia Energética de Pernambuco). A proposta inicial, feita pela companhia chegava a 56%


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