NOTÍCIA
PREÇO DO GÁS VAI SUBIR
O presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli, alertou os consumidores sobre provável novo reajuste do gás natural.
O assunto foi notícia em quase todos os jornais dos últimos dias (Jornal do Commercio de 17/05, O Dia de 17/05, O Globo de 17/05, O Estado de São Paulo de 18/05 … etc.)
COMENTÁRIO
Segundo as matérias a advertência foi porque a demanda do gás natural teria crescido mais de 17% ao ano, emmédia.
Têm razão o presidente da Petrobras e o Ministério da Minas e Energia nas suas preocupações com o crescimento extraordinário verificado no consumo de gás natural no país,no entanto, é necessário esclarecer, que excetuando os volumes que podem ser destinados às termelétricas quando são despachadas, o crescimento somente tem ocorrido significativamente no segmentode consumo veicular.
Nas indústrias, comércio, residências, o crescimento é bem menor ou até não existe.
Este fato, vem demonstrar uma grave distorçãoprovocada pela falta de uma política nacional planejada para o setor. Foram criadas tantas facilidades ebenefícios para uso do gás natural em veículos particulares, quea frota de automóveis convertidos (a gasolina e alcool), rapidamente evoluiu, a ponto de estar hoje na disputa para se tornar a maior do mundo.
Será que esta deve ser a prioridade para utilização do gás natural ? Certamente não.
É ainda mais preocupante quando lemos notícias sobre um possível plano de contingenciamento para ser aplicado em caso de escassez do gás natural, e a defesa que alguns fazem colocando como prioridades, mais uma vez, o mercado automotivo e as termelétricas.
Temos hoje em discussão no Congresso Nacional a Lei do Gás, que não contempla, nas propostas em debate, qualquer tentativa de orientar quais devem ser as prioridades para uso de gás natural.
E, no entanto, já tivemos em vigor uma Portaria, a MME 1061, de 1986, que colocava claramente, prioridade para o segmento residencial, no setor veicular para veículos pesados, principalmente os ônibus urbanos, e a geração de energia elétrica somente nos momentos de necessidade para recomposição dos reservatórios das hidrelétricas.
Será que vão nos acusar desaudosistas ?