FRG. Sempre Alerta!


O PATRIMÔNIO DO FUNDO REAL GRANDEZA – Jornalista Helio Fernandes do Jornal Tribuna da Imprensa



O patrimônio do fundo Real Grandeza, “É NOSSO!”



A história se repete: o patrimônio da Fundação Real Grandeza – construído com as contribuições dos participantes e assistidos – está mais uma vez seriamente ameaçado! Por diversas vezes, nos mais de 35 anos de existência do nosso Fundo de Pensão, esta foi uma realidade contra a qual tivemos e teremos sempre que nos precaver, toda vez que as ameaças se repetirem.
Essa realidade, aliás, não é uma exclusividade do nosso Fundo de Pensão. Várias outras fundações já quebraram ou foram levadas a extremas dificuldades de sobrevivência econômica – quem não se lembra do destino da PRECE, espoliada pelo mesmo grupo que hoje quer controlar a FRG e o AERUS, fundo de pensão dos aeroviários, que recentemente faliu e deixou milhares de famílias à míngua depois de décadas de contribuição?
Até hoje, a Fundação Real Grandeza esteve a salvo do pior apenas porque tivemos sempre, ao longo da história, bravos companheiros que não se furtaram ao papel – especialmente os representantes eleitos – de denunciar as tentativas de aparelhar o nosso Fundo de Pensão, para que servisse a interesses econômicos outros, diversos da sua destinação previdenciária. Agora, novamente, as entidades representativas e os representantes eleitos pelos participantes e assistidos da Fundação vêm a público cumprir seu papel de alertar – aos interessados e à população em geral – para mais uma grave ameaça à nossa Fundação e ao futuro de nossas famílias.
O grupo liderado pelo deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), representado na Diretoria de Furnas pelo seu Diretor-Presidente, Luiz Paulo Conde, tenta impor na Fundação Real Grandeza uma nova Diretoria-Executiva, sem nenhuma discussão com a representação dos participantes e assistidos da FRG. Esse grupo chegou ao despropósito de propor aos diretores-presidente e de investimentos da Real Grandeza que renunciassem aos seus mandatos, a fim de facilitar a entrada dos nomes indicados pelo presidente Conde, o que foi de pronto recusado.
Para justificar sua iniciativa, o presidente Conde alega que os dirigentes não acionaram judicialmente o Banco Central no caso do Banco Santos. Na verdade, a FRG consultou vários juristas, todos especialistas no assunto, e nenhum aconselhou o ajuizamento da ação, uma vez que não há histórico de ação vencedora contra o Banco Central nem perspectiva de ganho de ação de tamanha monta. Além disso, as custas com honorários de sucumbência – 10% do valor da causa – poderiam aumentar o prejuízo em mais R$ 15,3 milhões. Ação como esta, o Fundo de Pensão dos Correios (Postalis) perdeu em primeira e segunda instâncias, com honorários de sucumbência na casa dos R$ 5 milhões.
Para quem não se lembra, o Sr. Luiz Paulo Conde – pertencente ao mesmo grupo político do Sr. Eduardo Cunha, que quer as mudanças na FRG -, ao assumir a Presidência de Furnas, assegurou às entidades representativas e aos sindicatos que não faria mudanças injustificadas na Fundação Real Grandeza. Então, qual a justificativa da mudança agora proposta? A quem isso pode interessar? Certamente, não aos participantes e assistidos da FRG.
Sabemos que os seus indicados não vêm por acaso, pois um foi candidato a vereador em 1996, tendo apoiado a candidatura de Conde a prefeito do Rio, e o outro trabalhava, até ontem, na Secretaria de Planejamento e Gestão do atual governo e as informações que temos são que os mesmos não possuem conhecimento técnico para gerirem o nosso fundo de pensão.
A reunião do Conselho Deliberativo ocorreu no dia de ontem, quando a matéria foi apreciada e rejeitada por seis votos a zero. Os representantes da patrocinadora Furnas afirmaram que apresentarão novamente a proposta em outro momento. Por essa razão, convocamos a todos – ativos e assistidos – para que se mobilizem em defesa do nosso Fundo de Pensão. A hora é esta! Como em todas as lutas coletivas, é preciso que cada um, individualmente, faça a sua parte. Contamos com todos. Até a vitória, sempre!
Transcrevo na íntegra o que os funcionários de Furnas, na iminência de serem roubados nas suas economias e previdência complementar, publicaram ontem. Essa é a linha de sempre de defesa da coletividade. Alguns jornalões confundiram a retirada de proposta da dupla Conde-Cunha com a votação da matéria. Não houve votação. A proposta foi retirada.
Ficou difícil a permanência de Conde, não devia ter sido nomeado. O ex-prefeito, eclausurado na própria imprudência, transformou-se numa espécie do Doutor Fausto, de Goethe. Para ele, tudo infausto. É preciso que ele e Cunha compreendam: a presidência do Fundo Real Grandeza não é cargo de confiança da direção de Furnas, e sim dos funcionários. Por isso, os funcionários têm 3 representantes.

PS – Não acontecerá com o Fundo de Furnas o que o mesmo Eduardo Cunha fez com a Prece, da Cedae. Meus aplausos à resistência dos funcionários. É lutando que se vence.


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