Eletronuclear enviará relatório à Cnen sobre acidente em Angra 2
Relatório será enviado em um prazo de 30 dias. Diretor da Eletronuclear negou demora na comunicação do vazamento
Da Agência CanalEnergia, OeM
A Eletronuclear vai apresentar à Comissão Nacional de Energia Nuclear, em um prazo de 30 dias, um relatório detalhado sobre o acidente com o material radiotivo ocorrido no último dia 15 de maio na usina nuclear de Angra 2. De acordo com o diretor de Radioproteção e Segurança Nuclear da Cnen, Laércio Vinhas, serão avaliados os procedimentos usados pelo pessoal da Eletronuclear, que, no caso, poderão ser revistos. O treinamento das pessoas envolvidas no acidente também poderá ser intensificado ou modificado, informou Vinhas. “É importante esclarecer que o acidente não foi no prédio do reator, mas em um prédio auxiliar, onde as pessoas podem fazer manutenção de equipamentos. Não tem absolutamente nada a ver com o combustível nuclear”, afirmou o diretor. Segundo Vinhas, isso pode ser confirmado pelo fato do reator não ter sido desligado, continuando a operar normalmente. Ele explicou que, nos trabalhos de manutenção realizados no dia 15, uma quantidade reduzida de material radioativo entrou no sistema de ventilação e o detector localizado numa das chaminés alarmou. Vinhas disse ainda que a Cnen foi avisada de imediato, porque tem seis inspetores residentes na área de Angra dos Reis. A prefeitura também foi comunicada do fato por telefone, no próprio dia do acidente. O diretor da Cnen admitiu a possibilidade de falha humana no episódio. “Provavelmente, eles [funcionários] deviam trabalhar em uma sala fechada, e alguém esqueceu uma porta aberta”, disse. Vinhas advertiu que a quantidade de material radiotivo liberada em relação aos parâmetros fixados pela comissão não causam problemas ao trabalhador, à população e ao meio ambiente. Quanto a demora em tornar pública a informação do acidente de Angra 2, o diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletronuclear, Pérsio José Gomes Jordani, disse que não compete à estatal tornar pública a informação. “Nós não temos que chamar a imprensa nem nada. São eles [Cnen e prefeitura] que divulgam”, afirmou, contestando que houve demora na comunicação do vazamento.As informações sãoda Agência Brasil