As contrapartidas socioambientais de Belo Monte foram reduzidas?




EPE reduz custo das contrapartidas socioambientais para R$ 801 milhões









Valor, de Brasília, Danilo Fariello







Apesar do anúncio, em fevereiro, do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, de que sua pasta cobraria do consórcio que vencesse Belo Monte cerca de R$ 1,5 bilhão em contrapartidas socioambientais pelas exigências incluídas na licença prévia, o estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que se tornou conhecido ontem em análise do TCU, minimizou essa quantia. Segundo a EPE, os custos das exigências que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) incluiu na licença serão de R$ 801 milhões.


Conforme o voto de José Múcio Monteiro, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), “a grande mudança nos custos do empreendimento ficou a cargo das alterações promovidas nos custos indiretos, responsáveis pelo incremento de mais de R$ 2 bilhões no orçamento da obra”.


Ainda segundo o voto, está previso aumento do valor final do empreendimento por conta da alteração do cronograma de desembolso decorrente da antecipação de ações compensatórias socioambientais, como as obras de construção e reforma de equipamentos de educação, saúde e saneamento. Essa alteração de cronograma, porém, teve impacto no aumento do preço-teto da tarifa, para R$ 83 por megawatt-hora, e não no valor da obra.


Ao considerar as contrapartidas da licença prévia e outros custos ambientais antes desconsiderados, a EPE elevou o valor total em gastos socioambientais em Belo Monte de R$ 2,5 bilhões, na previsão inicial, a R$ 3,34 bilhões, ou seja, 17,5% da soma total prevista para a obra pela EPE. (DF)




Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *