Petroleiros falam sobre o “Pânico no derramamento de óleo” – APN

PÂNICO DO DERRAMAMENTO DE ÓLEO

 

O derramamento de óleo no Golfo do México criou um pânico global. É verdade que a indústria do petróleo é predatória, agride o meio ambiente e acarreta doenças aos trabalhadores. Porém infelizmente vai ser a principal fonte energética nos próximos 50 anos.

 

 

O homem optou pela fonte de energia mais agressiva à vida e ao meio ambiente. E, por mais contraditório que possa parecer, o petróleo é a fonte de menor custo financeiro e de múltiplos usos. Qualquer outra fonte de energia, à exceção do carvão, todas são mais limpas que o petróleo: solar, hídrica, eólica e biomassa. Porém nenhuma delas é como petróleo, que produz os combustíveis: gasolina, diesel, gás, querosene e ainda 3000 produtos petroquímicos.

 

Por isso o petróleo é conhecido como ouro negro e é cobiçado pelas nações poderosas que sabem de sua importância; os EUA, por exemplo, só têm petróleo em seu subsolo para os próximos três anos.

 

A partir do desastre ambiental no Golfo do México, a pergunta que não quer calar. Pode acontecer derramamento no pré-sal? Pode! Principalmente se o Brasil se transformar num grande produtor e exportador de petróleo. Vale lembrar que o Brasil já é auto-suficiente na produção de petróleo.

 

Sem o pré-sal, o Brasil já produz petróleo para o nosso consumo interno. Por conta disso o projeto de lei dos movimentos sociais em debate no Senado

propõe: Petrobrás 100% estatal e pública; a volta do monopólio; o fim dos leilões da ANP e a revisão dos já realizados.

 

Os movimentos sociais propõem ainda a intensificação do uso de energia alternativa para diminuir o uso do petróleo. E, preocupados com a visão econômica, os movimentos sociais propõem intensificar o uso do petróleo na indústria petroquímica, muito mais lucrativa que a indústria de combustíveis.

 

Mais que evitar acidente como o do Golfo do México, o Brasil poderia ser exemplo no mundo diminuindo a participação do petróleo na matriz energética.

Virar um grande exportador é imitar o México; partilhar 70% do pré-sal como propõe o novo marco regulatório do presidente Lula é nos expor a multinacionais que têm sede de ouro negro até porque o deles está acabando.

 

O que eles não dizem é que, no México, o petróleo é dos estrangeiros; aos mexicanos resta a propriedade somente dos prejuízos ambientais.

Aos brasileiros preocupados com o pré-sal: O Brasil na questão do petróleo vai no mesmo caminho do México!

 

Fonte: Agência Petroleira de Notícias

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