Mega usinas termoelétricas a gás e carvão no RJ

            ONDE ESTÃO OS AMBIENTALISTAS?

 

Surpresos, tomamos conhecimento por meio  de notícia da Agência CanalEnergia de ontem, 03 de março, que a MPX Energia acaba de obter licença prévia do Instituto Estadual de Ambiente do Estado do Rio de Janeiro para implantação de uma mega-usina termoelétrica a gás natural no Complexo Industrial do Superporto do Açu, com capacidade de 3.300 MW, sem que se tenha informação de qualquer objeção da parte de entidades de defesa do meio ambiente.

E mais surpresos ainda, ficamos ao saber pela mesma notícia de que a mesma empresa MPX Energia já dispõe de uma outra licença, obtida recentemente, pasmem, para instalação no mesmo Complexo de uma outra mega-usina térmica (capacidade de 2.100 MW), sendo esta movida a carvão mineral.

Termoelétricas a carvão mineral constituem a pior forma de produção de energia elétrica, a mais poluente e que mais prejudica o meio ambiente. O carvão mineral é extremamente poluidor. Polui e mata na mina. Polui e contamina o solo e as nascentes no entorno das áreas de estocagem, polui no transporte do carvão da mina à usina e, quando queimado para acionar as turbinas, lança na atmosfera enorme quantidade de gases e partículas nocivas ao meio ambiente e à saúde da população, provocando chuva ácida e contribuindo fortemente para o aquecimento global.

Por tudo isto, novas térmicas a carvão estão proibidas na Europa e nos Estados Unidos, a não ser que venham a utilizar a tecnologia do “sequestro do carbono”, a única que tem se mostrado realmente eficaz na redução dos efeitos poluidores, mas que infelizmente ainda encontra-se em fase experimental e com alto custo.

Nestas condições, cabe indagar. Onde estão as entidades ambientalistas que tanto se opõem a construção de novas hidrelétricas, mas calam-se diante da implantação de uma térmica de tamanha capacidade poluidora? Onde estão os vigilantes e atentos membros do Ministério Público que por meio de ações judiciais tentam constantemente bloquear o licenciamento de hidrelétricas, mas aceitam passivamente essas enormes térmicas? Por que os próprios órgãos de licenciamento que tantos empecilhos impõem às hidrelétricas, aceitam licenciar térmicas com tamanho poder de poluição próximas a área densamente habitadas?

Onde estão James Camerom e seus Avatares, Sigourney Weaver e outros de mesma linha, tão solícitos para condenarem Belo Monte, mesmo sem terem verdadeiro conhecimento de causa, mas que devem saber muito bem que em seus países novas térmicas a carvão estão proibidas, que agora não aparecem para condenar as mega-usinas termoelétricas da MPX Energia?

E finalmente, onde estão os responsáveis pelos setores elétrico e de meio ambiente do nosso País que aceitam como normais esse absurdo?

Rio de Janeiro, 04 de março de 2011

ILUMINA

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