Estiagem causa aumento

A estiagem e o preço da energia

Os jornais estão veiculando a informação de que a estigem que atinge grande parte do Brasil nesta época do ano já está se refletindo no aumento do preço da energia elétrica, especialmente para os consumidores residenciais. (veja matéria abaixo)

Enquanto isso, há uma grande pressão de diversos setores e do próprio governo, para diminuir o alto preço da energia elétrica praticado no país, que nos torna a quarta tarifa mais alta do mundo.

Parece uma contradição e é mesmo.

O motivo é que os reservatórios das hidrelétricas estão com níveis muito baixos o que “obriga” o Operador Nacional do Sistema a optar por gerar energia elétrica de outras fontes, como as térmicas, que têm preços mais elevados, além de causarem ao meio ambiente. A curto prazo parece não haver mesmo outra solução.

Exatamente aí é que aparece outra contradição: diversos setores da sociedade fazem uma clara campanha contra a construção de hidrelétricas e em especial das que têm reservatórios. Fica claro agora que não acumular água para gerar energia elétrica acaba por nos conduzir a essa situação atual, num país que tem tudo para viver com folgas de geração de energia elétrica, não só de oferta com preço baixo.

Sabem os estudiosos que as multiplas causas dessa situação são conhecidas e já foram exaustivamente exploradas, mas preferimos colocá-las todas debaixo de um mesmo nome, chamado “modelo institucional mercantilista do setor elétrico”. Esse modelo foi instituído em 1995, sofreu pequenas alterações em 2004, mas continuou com o mesmo viés mercantil que estoa hoje.

Estiagem vai aumentar o preço da energia em 2013

A forte estiagem que atinge o país deixou os reservatórios das hidrelétricas mais baixos, afetou o preço da energia no mercado livre e deve influenciar o valor das contas de luz dos consumidores cativos – residenciais, industriais e do comércio – no próximo ano.
O nível dos reservatórios do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste está abaixo do normal para esta época do ano. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a capacidade total dos reservatórios do Nordeste encerrou julho com 60,4% de energia armazenada, bem inferior ao nível registrado no mesmo período do ano passado, quando ficou em 79,59%, e no menor nível desde 2003. Com a per-sistência da falta de chuvas, a situação se agravou em agosto. No dia 27, o ONS registrava nível de 53,1% na região.

O sistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal na geração das hidrelétricas, também registrou diminuição considerável: de 80,65% para 66,91%. O nível deste ano é o mesmo de 2010.
O mercado livre, mais suscetível à variação de preços na geração, e que está demandando atualmente mais energia térmica do que em 2011, em função da seca, registrou em julho aumento considerável no preço do megawatt-hora. Segundo a comercializadora Safira Energia, o MWh foi negociado, em média, a R$ 102. No mesmo período de 2011, o preço era de R$ 33.
A queda no nível dos reservatórios e a perspectiva de que a estação chuvosa ainda demore fizeram com que o sistema nacional acionasse outros tipos de matriz energética, como usinas a óleo e gás, que são substancialmente mais caras. O custo maior da energia térmica para atender a demanda só será repassado ao mercado cativo após o vencimento dos contratos anuais firmados pelas distribuidoras.
Para evitar riscos no fornecimento, o nível mínimo dos reservatórios foi elevado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os seguidos atrasos na construção de usinas térmicas da Bertin e a demora na entrada em operação de um parque eólico na Bahia foram as razões para a decisão. O volume de água armazenada nos reservatórios deverá ser mantido em nível acima do que estava originalmente previsto, principalmente na Região Nordeste.
Leia mais:
Seca afeta volume dos reservatórios e preço da energia já sobe

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Estiagem vai aumentar o preço da energia em 2013

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A forte estiagem que atinge o país deixou os reservatórios das hidrelétricas mais baixos, afetou o preço da energia no mercado livre e deve influenciar o valor das contas de luz dos consumidores cativos – residenciais, industriais e do comércio – no próximo ano.
O nível dos reservatórios do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste está abaixo do normal para esta época do ano. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a capacidade total dos reservatórios do Nordeste encerrou julho com 60,4% de energia armazenada, bem inferior ao nível registrado no mesmo período do ano passado, quando ficou em 79,59%, e no menor nível desde 2003. Com a per-sistência da falta de chuvas, a situação se agravou em agosto. No dia 27, o ONS registrava nível de 53,1% na região.

O sistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal na geração das hidrelétricas, também registrou diminuição considerável: de 80,65% para 66,91%. O nível deste ano é o mesmo de 2010.
O mercado livre, mais suscetível à variação de preços na geração, e que está demandando atualmente mais energia térmica do que em 2011, em função da seca, registrou em julho aumento considerável no preço do megawatt-hora. Segundo a comercializadora Safira Energia, o MWh foi negociado, em média, a R$ 102. No mesmo período de 2011, o preço era de R$ 33.
A queda no nível dos reservatórios e a perspectiva de que a estação chuvosa ainda demore fizeram com que o sistema nacional acionasse outros tipos de matriz energética, como usinas a óleo e gás, que são substancialmente mais caras. O custo maior da energia térmica para atender a demanda só será repassado ao mercado cativo após o vencimento dos contratos anuais firmados pelas distribuidoras.
Para evitar riscos no fornecimento, o nível mínimo dos reservatórios foi elevado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Os seguidos atrasos na construção de usinas térmicas da Bertin e a demora na entrada em operação de um parque eólico na Bahia foram as razões para a decisão. O volume de água armazenada nos reservatórios deverá ser mantido em nível acima do que estava originalmente previsto, principalmente na Região Nordeste

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