ATENÇÃO! Reeditamos aqui o que publicamos no dia 18/11
O Ilumina, mais uma vez, a partir dos dados disponíveis no site do ONS, vem externar grande preocupação com o quadro demonstrado por esses gráficos.
O primeiro mostra a evolução da carga total do sistema, que, de 2004 até 2012 cresceu apenas 3% ao ano.
O segundo mostra a energia natural afluente (média móvel de 12 meses). Pode-se perceber até uma tendência crescente, apesar da queda acelerada de 2012. É preciso reconhecer que não temos tido sequencias de hidrologias críticas, o pior evento para um sistema como o nosso.
O terceiro mostra a energia armazenada pelos reservatórios dividida pela carga, representando a nossa reserva estratégica. Reparar a tendência decrescente dos máximos, sendo que em 2012, não se conseguiu reproduzir nem a continuidade do que vinha ocorrendo nos anos anteriores.

O quarto mostra a geração térmica, onde se percebe que, apesar da inclinação decrescente da reserva estratégica, a geração térmica parece não tentar reverter essa tendência preocupante. A reação surge tardiamente em 2012.
Esses gráficos sugerem uma conseqüência e um diagnóstico:
Conseqüência:
Se a hidrologia não reagir com registros acima da média, podemos ter outro racionamento ou vários cortes de carga programados.
Diagnóstico:
- O que pode estar ocorrendo é um agravamento da dissidência entre planejamento e operação. A EPE, ao avaliar a garantia física das usinas, não adota os mecanismos de segurança do ONS e, assim, pode estar projetando oferta que, na realidade, não existe. Tudo isso é fruto do grau de fragmentação que existe na modelagem mercantil brasileira.
- O ONS, por pressões decorrentes do clima de redução tarifária “a qualquer custo”, pode ter adiado o despacho de usinas fora da ordem de mérito, ou seja, desobedeceu a sua própria metodologia.
- Pode estar ocorrendo uma redução do despacho em Itaipu por insegurança no sistema de transmissão, principalmente na carga leve, quando Itaipu assume uma responsabilidade muito alta pelo atendimento do mercado. Isso desotimiza o despacho energético, obrigando a geração em usinas responsáveis pela reserva.