Alerta sobre apagão


ABRACE alerta governo sobre risco de apagão em 2009


Vice-presidente da Associação diz que não há grandes projetos em andamento para reverter a situação


A ABRACE, Associação B r a s i l e i r a d o s G r a n d e s Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres, espera que o governo ponha em prática em 2007 os estudos encaminhados pela associação em parceria com a Fundação Getúlio Vargas.


O estudo prevê um apagão elétrico em 2009 e discute as questões das licenças ambientais e das fontes alternativas.


Em entrevista à rádio Bandnews FM, o vice-presidente da ABRACE, Adjarma Azevedo, disse que pode acontecer um novo apagão elétrico em 2009.


“Para 2007, 2008 e talvez até 2009 a probabilidade de racionamento é pequ e n a, p o r q u e c h o v e u muito e todas as barragens estão bem de energia, porém, se o Brasil for crescer cinco por cento ao ano nós estaremos em uma situação muito difícil a partir de 2009 porque não tem grandes projetos andando”, analisa Adjarma Azevedo, vice-presidente da ABRACE.


A z e v e d o d i s s e tamb ém q u e e x i s t e m d o i s problemas principais na o b t e n ç ã o d e l i c e n ç a s ambientais – a indefinição de prazos para a entrega das licenças e as c o n d i c i o n a n t e s q u e acrescentam custos adicionais aos investimentos.


Além disso, o artigo 23 da constituição não deixa claro de quem é a competência da emissão das licenças- município, estado ou União.


O vice-presidente se diz favorável ao uso de fontes de energia alternativas, porém não as considera solução para o problema de energia brasileiro.


“Nenhuma dessas alternativas vai solucionar o problema do Brasil. O Brasil precisa ter energia hídrica para crescer”, disse Azevedo.


A ABRACE defende como solução para o setor de energia um pacto do governo com o meio ambiente e com os investidores públicos e privados p a r a t i r a r grandes projetos do papel.


Segundo Azevedo, a nova gestão do governo deve analisar e s s a s q u e s t õ e s e pensar em sua infra-est u t u r a p a r a c r e s c e r a partir deste ano.


(Setorial News-Energia)

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