Futuro da EDF no Brasil deve ser definido no próximo leilão da Aneel
A habilitação da térmica de Paracambi, no leilão de energia marcado para 29 de junho, pode ser um sinal de que a Electricité de France (
Na avaliação de uma fonte da EDF ouvida, a crise da Bolívia, provável supridora do gás para a unidade, pode ser um obstáculo para os planos da empresa, mas não será decisivo. “O leilão de energia não vai determinar se a EDF continua no Brasil. A Bolívia atrapalhou a pouca chance do projeto ter gás mas, a médio e longo prazos, isso não deve ser levado em conta para definir se ela ficará na geração. Ainda é cedo para dizer.”
Ainda focados na aprovação da venda pelas autoridades na França e no Brasil, os franceses não decidiram sobre sua permanência na geração no Brasil, onde têm a térmica Norte Fluminense. Essa usina tem contrato de fornecimento e participação de 10% da
Sem gás natural para Paracambi, a EDF assinou um contrato de fornecimento de gás boliviano com a
O suprimento de gás depende da ampliação do gasoduto Bolívia-Brasil, projeto que foi cancelado, e de um gasoduto da Petrobras trazendo gás boliviano que chega a São Paulo e até o Rio. As duas condicionantes não são desprezíveis. Mas há quem defenda, na companhia, que ela não saia agora do país, para não ficar com a pecha, na França, de ter entrado no momento errado e saído antes de obter ganhos significativos no caso de uma explosão de consumo, e preços.
O atual ambiente político na França sugere cautela nas decisões. O mandato do presidente Jacques Chirac se encerra em maio de 2007 e a França, particularmente a empresa
Na avaliação da EDF, a crise da Bolívia é momentânea e não vai afetar o suprimento de gás no longo prazo, mesmo no caso de um improvável corte nas vendas, que atualmente são de 25 milhões de metros cúbicos/dia, com possibilidade de chegar a 30 milhões/dia. Mesmo que isso ocorra, os franceses acham que esse problema seria conjuntural, com o suprimento do país sendo atendido em pouco tempo por gás natural liquefeito (GNL) ou gás nacional.