Privatização foi ruim para empregados do setor elétrico
Examinando-se o estudo do Dieese, cujo resumo se encontra abaixo publicado pelo CanalEnergia, vê-se que o número o número de empregados do setor elétrico ficou muito abaixo da média do país, no período entre 1998 e 2004. Enquanto o emprego no Brasil cresceu 28%, o do setor elétrico caiu cerca de 11%.
O que aconteceu nesse período no setor para ter causado tanto desemprego? O próprio Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos trata de responder, atribuindo às privatizações das empresas de energia elétrica esse “desastre”.
Vale a pena acessar o site do Dieese e ler o estudo completo.
Dieese divulga estudo sobre perfil de empregado do setor elétrico
Da Agência CanalEnergia, Recursos Humanos
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realizou estudo sobre o perfil dos empregados do setor de energia elétrica do Brasil no período de 1998 a 2004. O estudo, disponibilizado na última quinta-feira, 14 de dezembro, na página do Dieese, mostra que do total de empregos do setor, 83,3% são ocupados homens e 16,7% por mulheres, e que a remuneração média do trabalhador é de R$ 3.598,40.
Segundo o estudo, em 2004, 106.409 pessoas estavam formalmente ocupadas no setor elétrico brasileiro, o que representa 0,3% do total de empregados do país. Durante o intervalo de seis anos, o emprego no Brasil cresceu 28,2%, enquanto o emprego no setor elétrico caiu 10,9%. Ainda de acordo com o documento, este comportamento está ligado às privatizações, pois de 1998 a 2000, a queda no emprego chegou a 16,2%, enquanto de 2000 a 2004, verificou-se um crescimento de 6,3%.
O estudo também mostra que ao final de 2004, 40% dos eletricistas empregados tinham idade entre 40 e 49 anos, 26,5% entre 30 e 39 anos e 15,1% entre 50 e 64 anos. Em relação aos diferentes segmentos do setor de energia elétrica, o estudo revela que eletricitários com idade entre 40 e 49 anos assumem maior peso na transmissão de energia, enquanto os jovens (8,2% do total de eletricitários empregados) ganham maior expressão no comércio atacadista de energia elétrica.
Para acessar o relatório na íntegra clique aqui.