Eólicas. Ponderações


PONDERAÇÕES SOBRE A MENSAGEM DO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENERGIA EÓLICA, DR. ADÃO LINHARES MUNIZ



1 – Até o momento atribuímos o alerta sobre os problemas de estabilidade transitória em sistemas interligados causados pela existência de inúmeras geradoras eólicas de pequeno porte instaladas próximas dos centros de carga, ao baixo momento cinético equivalente desse conjunto < />em operação. Sobretudo num sistema em que conviveriam com usinas hidrelétricas de grande porte localizadas à grandes distâncias – interligadas por linhas de EAT e/ou UAT – daqueles centros de consumo. Porém, esse problema não é exclusivo das usinas eólicas.



2 – Confessamo-nos ignorantes até o momento sobre a existência de outros pontos inerentes somente às usinas eólicas que levaram ao alerta espanhol que o Ilumina reproduziu em sua página, sem maiores aprofundamentos. Apelamos aos especialistas que lerem este texto. A página do Ilumina está aberta a esclarecimentos.



3 – Ponderamos adicionalmente ao presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica:



3-1 – Não existem desafios técnicos, que não sejam do conhecimento das equipes técnicas brasileiras, nos estudos e na implantação de sistemas de transmissão em EAT ou UAT, alternada ou contínua, para os grandes blocos de energia gerada em usinas amazônicas localizadas a 1000 a 2000 km dos pontos de conexão ao atual sistema interligado no centro-oeste, no sudeste ou no nordeste.



3-2 – As perdas ativas – ôhmicas – nos referidos longos sistemas de transmissão não podem ser classificadas de “grandes”. Por outro lado, esse dado não pode ser colocado como negativo em relação a uma alternativa de expansão da geração, a curto e médio prazos, suposta prioritária, na base de fontes alternativas não hidrelétricas mais próximas dos centros de carga. A expansão dos sistemas de transmissão em EAT ou UAT para as usinas amazônicas terão suas alternativas planejadas, estudadas, definidas e projetadas: enfim otimizadas. É bom lembrar que aquelas perdas se constituem em parcela minoritária das perdas totais na transmissão-subtransmissão-distribuição, isto é, dos pontos de geração até os consumidores finais de média ou baixa tensão. Desculpamo-nos pelas obviedades.



4 – No que se refere às considerações sobre as compensações hidro-energéticas das usinas eólicas – usando-se como exemplo o caso cearense – elas estão corretíssimas, mas semelhantes a essas compensações resultantes da implantação, ao longo da vida de um sistema elétrico, de quaisquer tipos de geração não-hidrelétrica mais próximas ou não dos centros de carga.



5 – Estamos certos que a alternativa eólica terá grande participação entre as fontes alternativas menos danosas ao meio ambiente ao longo do século XXI. Colocando de outra forma: mitigados, por exemplo, seus problemas acústicos para as comunidades vizinhas e a fauna. Enfim, mitigados seus problemas para o ambiente e a comunidade, cuja necessidade de boas soluções compartilha com quaisquer outras formas de geração de energia.



Categoria