Excesso de terceirização e falta de contratação de concursados em Furnas

A NOTÍCIA













Concursados revidam entrevista do presidente de Furnas


Ricardo Boechat fala sobre a reação de concursados de Furnas, que mandaram mensagens comentando a entrevista com o presidente de Furnas


Emissora: Bandnews FM
Programa: Jornal Bandnews Rio



Ricardo Boechat fala sobre a reação de concursados de Furnas, que mandaram dezenas de mensagens comentando a entrevista feita ontem, pela Rádio Bandnews Fluminense com o presidente da estatal, que ainda tem 1900 terceirizados ocupando vagas que concursados reivindicam para si. Das muitas mensagens recebidas, a maioria agradecendo a oportunidade de tornar essa discussão pública, criticam com vigor as declarações e a lentidão de Furnas para proceder essa mudança determinada por lei. Algumas colocam também em dúvida a sinceridade de alguns argumentos do presidente de Furnas.

Uma delas é de dois atuais terceirizados que trabalham em Furnas há cerca de quatro anos, fizeram o concurso para ocupar as mesmas funções que ocupam hoje, foram aprovados mas não são chamados. Ambos são da área técnica e dizem que como concursados, contratados efetivos, ganhariam menos do que ganham hoje como terceirizados. Um deles, que prefere não se identificar, disse Meu salário deveria ser de R$1.800,00, como terceirizado estou ganhando R$3.500,00. Outro amigo meu, na mesma situação está ganhando R$5.000,00. A ouvinte Clarice Paixão também enviou uma mensagem para a rádio pedindo que o ministro de Minas e Energia fosse entrevistado sobre a atitude do presidente de Furnas. Segundo Boechat o ministro será procurado.


O COMENTÁRIO



Furnas, hoje está com esse grave problema, que é a grande quantidade de terceirizados, muitos deles em cargos ligados ao objetivo fim da empresa.


Isso tudograças às inúmeras tentativas de desmantelamento da empresa durante a fatídica “década perdida” (governos Collor e FHC 1 e 2).


Durante esse período, a empresa foi proibida de oxigenar o seu quadro de empregados, através de concursos públicos. Por outro lado era obrigada a lançar grandes incentivos financeiros a aposentadoria (os famosos PDV), perdendo assim em grandes blocos a memória e o capital intelectual da empresa, construída a um alto custo ao longo de décadas, e sem repasse a novos funcionários.


A questão dos contratados é ruim para todos, para os que estão nessa condição, para a empresa (que não tem uma garantia da manutenção dessa massa de trabalhadores) e para os que fizeram o concurso público e não conseguem ingressar na empresa.


O que precisamos para acabar de uma vez por todas com isso é uma política clara de oxigenação periódica do quadro funcional das empresas estatais, ou seja, um plano diretor de Estado que independa do partido político que se encontra no governo. Qualquer país que quer chegar a algum lugar tem que estabelecer um planejamento de longo prazo para diversos setores estratégicos, dentre eles, o de infra-estrutura



Categoria