Fato ReVelante
A Eletrobrás, Centrais Elétricas Brasileiras S.A., Companhia Aberta, subordinada ao Ministério das Minas e Energia, publicou nos jornais um FATO RELEVANTE.
Nessa nota informa aos Acionistas e ao Mercado em Geral “que não existe nenhum estudo relativo à redução da participação acionária da União Federal no capital da Empresa”. Esclarece ainda, que “quaisquer iniciativas que afetem os interesses dos acionistas são e serão sempre, preliminarmente, submetidas à Diretoria Executiva e ao Conselho de Administração”. Reafirma também o “nosso incondicional compromisso com a transparência das informações…em consonância…..com outras atividades no campo da Governança Corporativa”.
Ligando-se a presente Nota com as declarações do Sr. Presidente de que a Eletrobrás ficaria fora do ajuste fiscal, portanto sem o compromisso de fazer “superávit primário”, e que queria fazer da empresa uma Petrobrás do setor elétrico, deduz-se, sem grandes malabarismos mentais, que algumas mudanças serão executadas para que a empresa possa “alavancar R$23 bilhões para investimentos”, conforme acrescentou o ministro Rondeau.
Quais serão as mudanças é pura especulação, mas não é proibido supor que algumas delas serão as reveladas nas entrelinhas da Nota Relevante publicada. Senão, para que desmentir o que não está sendo afirmado por ninguém?
Dando asas ao exercício especulativo pode-ser supor que passe pela cabeça de alguém, por exemplo, a idéia da subordinação gerencial das atuais controladas Furnas, Chesf e Eletronorte. Isso faria tremer o Dr. John Cotrim, o grande idealizador do sistema, no paraíso celeste.
Mudando-se a composição acionária, com toda a transparência anunciada, quem seriam os novos “donos” da empresa? Seria o capital nacional ou o capital internacional, quem sabe?
O modêlo Petrobrás não deve ser simplesmente transplantado para a Eletrobrás, porque a natureza das empresas é bem diversa e o setor elétrico tem especificidades a serem respeitadas.