Suape vira polo eólico
Matéria publicada no Jornal do Commercio de Recife, anuncia que o Complexo Industrial e Portuário de Suape está se consolidando como um polo de indústrias de equipamentos para a produção de energia eólica.
Depois da implantação do grupo argentino Impsa e do espanhol Gonvarri, os sul-coreanos da Win&P e a paulista Tecsis vão marcar presença.
A Win&P chega a Pernambuco por meio de uma joint venture com a Impsa. A empresa sul-coreana é fornecedora de torres eólicas para o grupo argentino. A Win&P terá 55% de participação no novo negócio e a Impsa os 45% restantes. A unidade vai gerar 135 empregos diretos. A perspectiva é que as obras sejam iniciadas em abril de 2011 e que comece a operar seis meses depois.
A indústria terá capacidade para produzir 300 torres por ano, segundo anunciou o seu gerente de produção. A sul-coreana será concorrente da RM Eólica, que também fabrica torres em Suape e pertence ao grupo Gonvarri.
O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, diz que a Tecsis está demandando uma área de 100 hectares em Suape.
“Um primeiro terreno de 50 hectares será utilizado para a área offshore da empresa, que vai fabricar as pás eólicas e fazer a distribuição por transporte marítimo. Já a outra parte será para a produção e transporte em terra”, destaca, ressaltando que Suape passará a ter o maior polo de equipamentos para a produção de energia do Brasil. A Tecsis também é fornecedora da Impsa.
A Impsa, que fabrica aerogereadores em Suape, vai aportar R$ 230 milhões na construção de uma fábrica de equipamentos para hidrelétricas. Um dos clientes é a Usina de Belo Monte (no Norte do País). Já a RM Eólica vai montar em Pernambuco a primeira fábrica de flanges do Brasil. Importadas da Espanha, Coreia do Sul e China, as flanges são estruturas metálicas que unem as partes de uma torre eólica.
“Como são estruturas com altura entre 60 e 120 metros, é necessário montar as torres em partes (tramos), que são unidas pelas flanges”, explica um dos executivos da Gonvarri Brasil.
Para atuar no segmento de flanges, a Gonvarri fez uma joint venture com a Iraeta Brasil S.A, que também pertence a um grupo espanhol. O investimento na fábrica será de 22 milhões (R$ 49,5 milhões) e a previsão é gerar 120 empregos diretos. O início da operação deve ocorrer no final de 2011.
(Matéria publicada no Caderno de Economia do JC de Recife, em 18/12/10)