HENRIQUE MELLO
Em 1987 a Eletrobrás tomou a iniciativa, sempre com o usual viés autoritário, de criar uma parafernália de comissões e sub-comissões para elaborar uma Revisão Institucional do Setor Elétrico (REVISE).
Os volumes com as conclusões finais devem ser facilmente encontrados nos arquivos ou estantes da biblioteca da “holding”. Contudo, a parafernália veio a falecer do mesmo modo como descrito em samba de Noel Rosa: “faleceu por ter pescoço o autor da guilhotina de Paris”.
Foi numa das sub-comissões, cujo nome perdi na memória, que convivi pela última vez com Henrique Mello. Tivemos os dois a plena certeza que tudo aquilo não passava de uma prévia do processo de privatização, apesar do REVISE ter pretendido, em sua essência, estadualizar o setor elétrico, beneficiando as três maiores empresas estaduais do sudeste/sul em detrimento, sobretudo das regionais Furnas e Eletrosul.
Na mesma sub-comissão estavam presentes o dono presidente de uma empresa privada de distribuição de Sergipe ( ou seria Alagoas?) e outro engenheiro da CESP que veio a ocupar papel destacado no governo Collor e nos contingentes da privataria.
Comportaram-se nessa linha.
Foi uma boa luta. Talvez nossas intervenções escritas estejam nos anais da parafernália.
Nos últimos 23 anos não pude mais acompanhar os caminhos trilhados por Henrique Mello.
O Ilumina espera que a Eletrobras dê ênfase à sua passagem pelo setor elétrico.
Olavo Cabral Ramos F.