Internacional. Preços da energia causam inflação e déficit comercial

Inflação na Alemanha e déficit comercial nos EUA, influenciados por preços de energia


Valor Online

O índice de preços ao consumidor, subiu 2% em junho na Alemanha,na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a maio, o aumento foi de 0,2%. Em abril e maio, a variação anual foi positiva em 2% e de 1,9%, respectivamente.

Segundo o Destatis, a agência oficial de estatística e economia do país, o aumento apurado em junho ainda foi bastante influenciado pelos preços de energia. Excluindo esse ramo, o índice cresceu apenas 0,9% no mês. Os preços de combustíveis, por exemplo, estão 35,9% acima da média anual de 2000, considerada referência pelo Destatis.

A consequência disso é que os preços de todos os produtos e serviços relacionados à compra e uso de combustíveis subiram 4,4% em junho ante um ano antes e avançaram 0,5% na comparação com maio.

As empresas americanas exportaram um volume recorde de bens em maio, o que impediu o déficit comercial do país de aumentar tanto quanto se previa.

O déficit registrado em maio pela balança comercial de produtos e serviços seguiu-se ao computado em abril e refletiu os crescentes gastos com combustíveis importados pelo país. Com a China o saldo negativo das trocas comerciais aumentou 4%.

O déficit pode ter deixado de aumentar devido ao crescimento mais acelerado da economia da Europa e Ásia, que estimula os EUA a exportar aeronaves da Boeing, equipamentos de telecomunicações e semicondutores..

Os EUA registraram um déficit recorde em suas trocas comerciais com a Opep, uma vez que as refinarias americanas importaram mais petróleo durante o mês, a um preço mais elevado por barril.

Excluindo-se a variação dos preços do petróleo e de outros produtos e serviçois, o déficit comercial dos EUA diminuiu.

Segundo o Departamernto de Comércio, o superávit do Brasil em relação aos EUA caiu de US$ 619 milhões em abril para US$ 429 milhões em maio.

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