Comentário: Por acaso, você tem uma usina? Não? Que pena….. Se tivesse, por quanto você preferiria vender seu MWh? R$ 9,80? R$ 171? ou R$ 440? A pergunta parece sem sentido, mas foi exatamente isso que ocorreu no Brasil pós Lei 12.783, que “reduziu” tarifas. A Eletrobrás preferiu o primeiro valor e, se você não entendeu porque, talvez a presidente consiga explicar algum dia. Já Tractebel, CESP, CEMIG preferiram o último valor e encheram os cofres em janeiro, ajudadas por uma sazonalidade irreal e pelo termino do contratos de 2004. Mas, o governo, muito cioso dos aspectos isonômicos do modelo, acaba de definir que o teto do leilão para cobrir o rombo provocado pela distração é de R$ 171,80/MWh. A partir de junho quem vendia por R$ 400 ou mais, vai ter que se enquadrar.
Não é genial? Quantos países do mundo podem oferecer tal variedade de preços em tão pouco tempo?

Edital aprovado pela Aneel prevê realização do certame no próximo dia 24 de junho – Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Regulação e Política
21/05/2013
O governo estabeleceu preço-teto de R$ 171,80 por MWh para o leilão emergencial “A”, destinado à contratação imediata de energia existente pelas distribuidoras. O edital do certame, previsto para o próximo dia 24 de junho, foi aprovado nesta terça-feira, 21 de maio, pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica.
O leilão vai negociar contratos de comercialização com suprimento de 12 meses, iniciados em 1º de julho e finalizados em 30 de junho de 2014. Ele é destinado, exclusivamente, a recompor a energia descontratada em dezembro do ano passado, responsável pela exposição das distribuidoras com a compra de energia no mercado de curto prazo.
Pelos cálculos das concessionárias de distribuição, o total descontratado é superior a 2 mil MW médios. Esses montantes deveriam ter sido recompostos no ano passado, com a realização do leilão A-1 em dezembro.
O certame não foi realizado, porque existia a expectativa de que haveria a adesão de todas as geradoras às condições de renovação antecipada das concessões com vencimento até 2017. Essa previsão foi frustrada pela decisão de não aderir à prorrogação, tomada por Cemig, Cesp, Copel e Celesc.
