Maquina do tempo das tarifas

 



1.      Segundo a ANEEL, sem os impostos e sem os encargos, as tarifas médias industrial e residencial em 2012 eram, respectivamente, R$ 261,49/MWh e R$ 333,55/MWh.

2.      Quais seriam essas tarifas em 1995 se fossem reversamente corrigidas pela inflação oficial (IPCA)?

3.      Basta fazer as contas para chegar aos valores R$ 90,31/MWh e R$ 115,20/MWh.

4.      Dito de outro modo, essas são as tarifas de 2012 a preços de 1995.

5.      Mas, quais eram as tarifas reais praticadas em 1995? R$ 43,59/MWh e R$ 76,26/MWh.

6.      Portanto, a tarifa industrial real era 107% mais barata do que a de 2012 a preços de 1995!

7.      A tarifa residencial real era 51% mais barata do que a de 2012 a preços de 1995!

8.      Imaginem o susto dos consumidores de 1995 se essa máquina do tempo que leva a situação atual para o passado fosse possível!

9.      Portanto, a redução prometida pela MP 579, “não faz nem cosquinha” nesses números.

10.  Não há impostos e encargos em nenhum desses valores, portanto, eles estão fora dessa descomunal diferença.

11.  Como explicar tarifas tão mais baixas se não houvesse um efeito de amortização de ativos? Quem disse que as empresas não deram contrapartida para os consumidores?

 

Sendo assim, como é possível se adotar um garrote tarifário em empresas federais rasgando a contabilidade do setor? Como é possível se aprovar uma lei com base em dados errados? Como é possível se aprovar uma lei que destrói uma empresa pública só para atender parte da indústria?

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