Energia: Hidrelétrica tem problemas ambientais e atrasos devem incentivar leilão de térmicas
Usina S. Luiz do Tapajós será adiada
O processo de licitação da megausina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós será atrasado em pelo menos um ano. O Plano Decenal de Energia de 2011, que está sendo finalizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), remanejou o projeto para entrada em operação das primeiras turbinas para o ano de 2017. O presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, diz que grandes blocos de energia devem entrar nos anos anteriores, sem grande prejuízo do planejamento.
Essa usina está projetada no conceito deplataforma de petróleo e terá capacidade de gerar mais de 6 mil MW como parte de um complexo de mais de 10 mil MW, no rio Tapajós, no Pará.
A dificuldade de licenciamento para grandes projetos hidrelétricosassociada à expectativa de grande oferta de gás para os próximos anos, que deverá baratear o custo da geração termoelétrica, leva aadmitir que em algum momento o Brasil teráque usar gás natural,não só para a indústria para também para a geraçãode energia elétrica, até mesmo na base, conforme declarou Nelson Hubner da Aneel.
Fonte:Valor Econômico