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Diretor da Eletropar, o melhor emprego do mundo
Monitor Mercantil 29/7/09
Administrar uma empresa que nada tem a fazer e recebendo todos os benefícios que uma subsidiária de uma mega empresa estatal oferece, esse é o perfil de quem tem a sorte de ocupar a diretoria da agora chamada Eletropar, antiga Lightpar. A única função dessa subsidiária da Eletrobrás é administrar uma pequena – em número, não em valor – carteira de ações, tarefa que poderia ser desempenhada por um funcionário graduado da empresa-mãe. A proposta para desativar a então Lightpar foi feita há mais de dois anos, mas como ninguém tinha interesse de acabar com o excelente cabide de empregos, uma séria providência foi tomada: alterar o nome da empresa para Eletropar.
A Eletropar distribui anualmente R$ 823,62 mil para seus cinco dirigentes. Porém, se levarmos em consideração que a diretoria executiva é muito enxuta, composta apenas pelo presidente e pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores, e os demais recebem jetons mensais pelas reuniões, em se tratando de uma subsidiária de empresa pública, os investidores querem saber qual a remuneração mensal dos dois diretores. Para fazer jus a tão elevado salário, o RI da Eletropar precisa ser mais cuidadoso, pois não informou o número de minoritários da empresa e nem a participação atual de Carlos Alberto Policaro, que é o maior acionista, depois da Eletrobrás.
Por falar na Eletropar, ex Lightpar, perguntamos pela ELETRONET sobre cujo renascimento nos pronunciamos em abril de 2007.
O RENASCIMENTO DA ELETRONET
Um detalhado anteprojeto foi elaborado em 2005 por um grupo informal coordenado pelo então presidente da Lightpar, engenheiro Joaquim Francisco Carvalho. Além de Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul, detentoras da infra-estrutura da rede de fibras óticas em operação, foram chamados a participar do grupo, o SERPRO, a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento (SLTI) e a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa do Ministério da Ciência e Tecnologia (RNP).
O anteprojeto incluiu uma análise detalhada das compatibilidades e complementaridades dos sistemas Eletronet, SERPRO, SLTI e RNP, bem como suas interfaces.
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Espera-se que o renascimento da Eletronet venha a acontecer na forma de um modelo de gestão integrada de todas as redes na forma, por exemplo, de um Consórcio Público. Mais esperado ainda seria que o processo de busca desse modelo de gestão seja exclusivo das entidades públicas detentoras da rede e daquelas interessadas ou cedentes, evitando-se qualquer intermediação eventual de “financial advisers” em nome de bancos privados e dos fornecedores interessados na solução definitiva do processo de falência da Eletronet. Ter também com bastante clareza que o uso público da rede ainda permitiria margens de utilização por empresas privadas de telecomunicação de até 80% da sua capacidade, preferencialmente através de licitação.
ILUMINA
10/04/2007