Opinião


Não só a falta de licenças atrasa o PAC



A ministra Dilma classificou os projetos e obras do PAC com etiquetas vermelhas-as preocupantes, amarelas-as que exigem atenção e verdes-as com andamento adequado. Somadas, as amarelas e vermelhas representam 47,5% do total, ou seja, quase a metade.


Fala-se muito das divergências com a área de Meio Ambiente em relação aos projetos de geração de energia elétrica, mas eles são os que têm maior número de projetos e obras consideradas adequados, porém temos que registrar que dos 46 projetos apresentados, 15 estão parados por falta de licença ambiental, sendo 6 na área de energia. Quanto aos projetos e obras do setor vermelho, 6 do total de 7, são de energia.


Além das considerações acima, devemos lembrar ainda que a geração de energia elétrica é fundamental para a realização de outros projetos e está ligada diretamente ao crescimento da economia.


Críticos do PAC dizem que na verdade as obras e projetos apresentados, são os que já estavam sendo conduzidos, que agora foram apresentados em embrulho para presente e fita colorida. Pode até ser verdade, mas o governo avisa que “a verba de Cr$ 15,8 bilhões existe efetivamente” o que precisa ser feito então é um gerenciamento que até o momento se mostra de baixa qualidade, após 3 meses implantado.


Mantemos nossa aposta na geração hidrelétrica, mas a prudência indica que outras fontes devem ser consideradas para complementar a atual capacidade de geração de energia elétrica.


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