As Usinas do rio Madeira
O Eng. Sérgio França Leão que é diretor de meio ambiente da construtora CNO, em artigo assinado, publicado pelo jornal O Globo no último dia 9, esclareceu alguns pontos do projeto das usinas do Madeira sobre os quais perduravam algumas dúvidas.
Diz ele que “na fase de estudos chegou-se a considerar a construção de apenas uma única usina, de maior queda d´água. Essa possibilidade foi logo descartada pelo que representaria de impacto: a área inundada seria de mais 1,5 mil km2. Com duas usinas (Santo Antonio e Jirau) de baixa queda, a inundação além da calha natural do rio vai atingir uma área seis vezes menor, de cerca de 250 km2. . Isso será possível porque as turbinas empregadas, do tipo bulbo, permitem gerar energia com quedas da ordem de 15 metros, usando a alta velocidade natural do rio Madeira.”
Esse esclarecimento vem provar a tese defendida pelo ILUMINA, de que as questões socioambientais, quando considerados no projeto, ajudam na solução final do problema e deixam de ser “entraves”. Neste caso citado o território alagado além da calha do rio será 5 vezes menor que o alagamento da usina de Itaipú, sem afetar nenhum dos inúmeros territórios indígenas existentes na área.
Outros dois assuntos bastante debatidos são a manutenção do fluxo gênico dos peixes migradores e o transporte de sedimentos que chegam ao rio Amazonas. Diz o artigo que a preservação do regime de vazões do rio, é um fator favorável à continuidade da migração dos peixes e que o projeto inclui a construção de canais especialmente para esse fim, reproduzindo as condições naturais.
Mantendo-se praticamente inalteradas as condições originais de fluxo do rio, essa passagem rápida das águas permitirá a continuidade do transporte de sedimentos, o que no caso do rio Madeira é muito importante por ser o tributário que carrega praticamente a metade dos sedimentos que chegam ao rio Amazonas, diz Leão.
Vamos creditar ao articulista a veracidade das informações prestadas que ajudam bastante no posicionamento de nossa entidade a favor da construção das duas usinas no rio Madeira. Sem descartar que inúmeros outros problemas foram levantados, carecendo ainda de explicações.