Os 50 anos de FURNAS

FURNAS 50 ANOS



O Ilumina foi fundado há dez anos por uma maioria de empregados, gerentes e técnicos na ativa e aposentados de Furnas Centrais Elétricas S.A. Por isso, obviamente, deve juntar-se aos festejos do meio século de fundação da empresa, presidida pelo engenheiro John Reginald Cotrim com a ajuda dos colegas Flavio Henrique Lyra da Silva e Benedito Dutra. Eles criaram uma empresa de cultura gestionária inédita no país. De comportamento ético inédito no país.



Entendemos o ufanismo do atual presidente da empresa ao regozijar-se com o acréscimo de pouco mais de 1500 MW de cinco usinas hidrelétricas nos próximos < />5 a 6 anos. A comparação com o acréscimo escasso nos anos oitenta e noventa justifica o ufanismo e a ênfase nesse avanço. Sobretudo em relação ao anos noventa quando as equipes – ainda jovens – da empresa sofreram reduções irracionais, tristes e inesperadas.



Nos festejos e em qualquer texto histórico sobre Furnas deve ser bem lembrado que, após a colocação em operação das últimas unidades da usina de Furnas ao longo de 1964, nos 15 anos que se seguiram até 1979, uma equipe ineditamente jovem (na empresa e em diversas empresas brasileiras de consultoria e engenharia de projeto) projetou, licitou equipamentos e materiais, construiu e comissionou quatro grandes hidrelétricas nos Rios Grande e Paranaíba, herdou o projeto final e o comissionamento de Funil no Rio Paraíba e a usina térmica de Santa Cruz, adicionando cerca de 6000 MW instalados ao sistema e dezenas de milhares de quilômetros de linhas de transmissão de 138, 345 e 500 kV do Rio Grande ao Rio Paranaíba, a S. Paulo, a Belo Horizonte, ao Rio de Janeiro, a Vitória e a Brasília. Um total de energia hidrelétrica gerada nas 5 usinas que, recentemente em 2005, se responsabilizaram por 59% do total gerado, ou 73,5% se somarmos a energia gerada pela usina que deu o nome a empresa.



Aquele período merece ufanismo e vaidade !!! Mais ainda se lembrarmos que aqueles jovens, muitas vezes navegaram contra a corrente de alguns dos seus superiores – jamais John Cotrim – quando persistiram no conceito permanente que a empresa PÚBLICA (quem sabe um dia CIDADÃ !) Furnas tinha – e tem – obrigações polarizadoras com o desenvolvimento da tecnologia, da engenharia e da indústria brasileiras. E navegaram também numa luta contra a perda crescente da autonomia da empresa que assolou o cenário dos anos oitenta e noventa e que ainda aparece como ameaça concreta.



A história de 50 anos será escrita muito mais longamente. Um texto minimalista não permite exaurir as felicidades e infelicidades da comunidade da empresa. Assumimos as omissões.



28 de fevereiro de 2007



Olavo Cabral Ramos Filho,


Secretário- Executivo, em exercício


ILUMINA



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