Comentário
A solução boa para o meio-ambiente e barata para o consumidor
Muito bem lembrado pelo presidente da EPE que os “especialistas” (assim mesmo entre aspas) que propagam um apagão para breve, são os mesmos que no governo FHC defenderam, com ampla cobertura da mídia, o modelo que vigorava na época. É muito mais fácil “prever” catástrofes, que se não acontecem acabam no esquecimento, do que contribuir com soluções efetivas para a solução das “ameaças”.
O ILUMINA já se manifestou inúmeras vezes quanto ao uso da expressão “entraves ambientais”, esclarecendo que quando as questões ambientais são incorporadas aos estudos preliminares dos projetos, passam a ser parte da solução e não obstáculos. Contrariamente, quando os estudos preliminares são omissos ou deficientes as questões sócio-ambientais, acabam por se tornar barreiras que atrasam o cronograma da obra. Nesse caso o órgão responsável constitucionalmente pela licença ambiental acaba sendo demonizado.
A ministra da Casa Civil foi feliz quando disse que o governo tem o entendimento correto da relação entre meio-ambiente e energia. Na prática temos as nossas dúvidas se a afirmação pode ser aplicada a todo o governo. Esperamos que o “faz de conta” de se conceder usinas sem nenhuma viabilidade ambiental, tenha definitivamente acabado.
Vamos confiar na veracidade das palavras do sr. Tolmasquim de que a decisão sobre a concessão da licença para as usinas do Madeira não coloca em risco o abastecimento de eletricidade após 2010, “na medida que o país tem outras opções para atender a demanda”. Para responder nossas dúvidas ele mesmo tratou de acrescentar: O que está em questão são a qualidade ambiental da matriz e o preço da energia para o consumidor (grifo nosso).
Pelo visto podemos dormir tranqüilos porque o meio-ambiente será preservado e o preço da energia não vai assustar o consumidor.
Enquanto ouvíamos essas declarações, no outro canal, o secretário de Desenvolvimento do MME dizia que o Brasil vai precisar construir de 4 a 8 usinas termonucleares,de 1000 MW cada, para atender o mercado até 2030. Com números, mostrou que a opção nuclear é competitiva. Resta saber se preenche as duas condições descritas por Tolmasquim.