A Eletrobrásparticipounodia 1º de junho, da assinatura de dois contratos para o fornecimento de 5,5 milhões de m3/dia de gás natural, por 20 anos. Com isso, será possível a construção do Gasoduto Urucu-Coari-Manaus e a ampliação da oferta de energia elétrica para o atendimento do mercado do Amazonas. Um dos contratos, chamado de upstream, éentre a Petrobras e a Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), com a interveniência da Eletrobrás, e um outro, downstream, será assinado entre a concessionária Manaus Energia e a Cigás, com a interveniência da Eletrobrás, Eletronorte e Petrobrás.
Com a entrada em operação do gasoduto,de cerca de “” />700 km extensão, a partir de 2008, será possível reduzir drasticamente os atuais custos de quase US$ 4 bilhões anuais da Conta de Consumo de Combustíveis dos Sistemas Isolados (CCC-Isol). Em 20 anos, prazo de duração do contrato, essa redução pode chegar a dezenas de bilhões de dólares, fato que contribuirá para a modicidade tarifária, beneficiando todos os consumidores de energia elétrica do país.
A Eletrobrás estuda, há algum tempo, uma solução definitiva para o abastecimento seguro de Manaus, uma das cidades que mais cresce no país e um dos mais importantes centros econômicos da Região Norte do Brasil. Esta solução, além da utilização do gás natural, a partir da construção do gasoduto, passa também pela integração do Sistema Elétrico de Manaus ao Sistema Interligado Brasileiro, o que permitirá maior confiabilidade no suprimento de energia elétrica da região.
Hoje, a cidade faz parte do Sistema Isolado e é suprida por geração de energia elétrica à base de combustível líquido, derivado de petróleo. O parque térmico de Manaus conta com 95 unidades geradoras, num total aproximado de 1200 MW de potência efetiva. Deste total, apenas 870 MW estão disponíveis, sendo a Manaus Energia responsável por 15% das unidades e o restante sob a responsabilidade de produtores independentes.
Atualmente, o custo do combustível para geração de energia elétrica no Sistema Manaus é de quase R$ 2 bilhões. Com a chegada do gás natural, o custo cai para aproximadamente R$ 600 milhões. Segundo o Plano Anual de Combustível – 2006, elaborado pelo Grupo Técnico Operacional da Região Norte, coordenado pela Eletrobrás, a previsão de consumo de óleo combustível pelo Sistema Manaus é de 513.826 toneladas, de óleo PGE é de 187.857 toneladas, de óleo diesel é de 56.313 m3 e de óleo PTE é de 478.300 m3. A previsão de geração térmica é de 542,6 MW médios.
O governo federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, Eletrobrás e Petrobras, o governo do estado do Amazonas e a Cigás se empenharam para concretizar a construção do Gasoduto Urucu-Coari-Manaus. Entre as principais vantagens do uso do gás natural na região estão a redução da CCC, da importação de derivados de petróleo e da emissão de gases poluentes no meio ambiente. As obras do primeiro trecho – Coari-Manaus, com 420 km de extensão – serão iniciadas no dia 1º de junho. O segundo trecho – Urucu-Coari – terá 276 km de extensão. Os investimentos previstos para a construção dos dois trechos são da ordem de US$ 800 milhões. O contrato de gás natural para Manaus corresponderá à produção de 1000 MW firmes, suficiente para atender a uma população de mais de 2 milhões de habitantes até 2010, quando Manaus estiver integrada ao Sistema Interligado Brasileiro.
Ebrás/PRR |