Análise do ILUMINA: A manchete nos diz que, finalmente, o setor elétrico tem bons gestores.
Não tenha tanta certeza. Basta dar uma olhada nos números para perceber que quem está garantindo que a absurda bandeira tarifária não volte são os próprios consumidores. Senão, vejamos:

- Reparem na linha pontilhada. É a média móvel de 12 meses da carga.
- Reparem que desde maio de 2014 a carga não cresce.
- A linha verde é a linha de tendência que mostra quanto deveríamos estar consumindo não fosse a recessão e os altos preços da tarifa brasileira.
- O triangulo azul é a energia “economizada” pela marcha a ré brasileira.
- Esse valor significa 48 TWh. Aproximadamente 7% do total de consumo em um ano.
- Isso significa quase a produção de Itaipu em 6 meses.
Bem, se “economizamos” a contragosto tanta energia, devemos estar com os reservatórios cheios, não?

Que tal ter em dezembro de 2016, depois de 2 meses úmidos, uma energia armazenada equivalente a 1,5 meses de consumo na soma dos reservatórios? Traduzindo em energia, cerca de 70 TWh.
Imagine onde estaríamos não fosse a economia forçada?
Tirem suas próprias conclusões.
Victor Aguiar ,
O Estado de S.Paulo
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, afirmou nesta sexta-feira, 3, que, ao menos até o final de abril, a bandeira tarifária deve seguir verde, ou seja, sem cobrança extra.
“Para março e até o final do período úmido, não vislumbro um cenário que possa acionar a bandeira amarela”, disse o executivo, durante conversa com jornalistas após participação em evento promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos
Quanto ao período seco, que se inicia em maio, Rufino não quis fazer previsões. “Depende de como fecharmos o período úmido. Não dá pra saber”, disse.
Rufino informou que o órgão está prestes a definir o adicional para cada bandeira tarifária em 2017 e o nível de acionamento de cada bandeira. “Estamos concluindo as análises para 2017, não deve ter muita mudança no conceito e nível de patamares e no adicional de cada modalidade”, disse o diretor. “Mas certamente teremos algum aprimoramento”.
O executivo, no entanto, não passou cronogramas nem sinalizou eventuais patamares.
Falando sobre os desafios do segmento de distribuição de energia no Brasil, o diretor-geral da Aneel destacou que o setor convive com problemas ligados à gestão do fluxo de caixa, uma vez que as companhias estão sujeitas a oscilações nos custos da energia e outros encargos. “O desafio é resgatar a preocupação da distribuidora, que é prestar serviços pertinentes à atividade fio.”