
Os gráficos abaixo desmentem o mito completamente. O primeiro se refere à carga mensal de energia desde 2000 até o mês de janeiro de 2014. Como se pode ver foram registrados aumentos de consumo nos diversos meses de março em quase todo o período. Portanto, aumentos sazonais não deveriam ser surpresas. Em relação à tendência, essas variações não ultrapassam 10% da carga total.
É também importante notar que, com o choque do racionamento, em 2002 a carga fez um reajuste para baixo de 5 GW médios, algo como 70% da capacidade de Itaipu. Em 2009, com a crise econômica mundial, outro degrau negativo de 2GW médios. É como se a carga estivesse oferecendo um alívio ao sistema. Será que vamos ter que oferecer outro?
Portanto, mito desmontado quanto ao comportamento em energia.

O segundo gráfico ilustra o comportamento da carga no mesmo período, mas mostrando as pontas máximas em cada mês. Aqui, mais uma vez não se percebe grandes surpresas. É verdade que, desde 2010, acentuaram-se as pontas no mês de fevereiro, mas elas foram proporcionais ao crescimento da carga e vêm ocorrendo desde então.
Portanto, se o sistema está apresentando problemas para atender o horário de ponta, eles não se devem ao comportamento imprevisto da carga.


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