1. A privatização do setor elétrico está no final. 2. As tarifas foram majoradas fortemente nesse processo e continuam sendo atendidos os pedidos de revisão das empresas privadas. 3. O &quot …



1. A privatização do setor elétrico está no final.


2. As tarifas foram majoradas fortemente nesse processo e continuam sendo atendidos os pedidos de revisão das empresas privadas.


3. O "mercado livre" de energia aponta para um preço de R$ 45/MWh, bem superior ao das concessões.


4. O mercado brasileiro de energia cresce pelo menos 4%, mesmo com a economia estagnada.


O que será que os investidores privados estão querendo mais para investir como alardeia o ministro-lobista? Comandar, nos parece ser uma atribuição do Estado, entretanto, o Ministro parece estar privatizando essa função….


Do lado de lá da fronteira, já desfrutando das delícias dos serviços públicos privatizados, o presidente recém eleito deseja um mercado comum energético para reduzir suas tarifas.


O que nos espera, pode ser traduzido simplesmente da seguinte maneira: Aumento de preços ou escuridão!



Privatização: Tourinho quer sócio para ‘comandar e investir’

Brasília, 5 – O ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, defendeu nesta sexta-feira, durante visita à usina nuclear de Angra dos Reis, que a privatização das empresas geradoras de energia busque um sócio majoritário, com capacidade de "comandar e investir". Contrariando recente declaração do ministro do Desenvolvimento, Alcides Tápias, de que havia consenso na equipe econômica do governo para a pulverização das ações das empresas de energia, Tourinho disse que este modelo se aplica bem à Petrobras, mas não serve para o setor elétrico. "Não estamos transferindo essas concessões com a finalidade de arranjar recursos. O objetivo é assegurar o crescimento da oferta de energia no país, e o sistema estatal se mostrou absolutamente sem condições de fazer isso", justificou.


Tourinho baseou seu raciocínio no caso de Angra 2, cujas obras começaram em 1977. "A usina levou 22 anos para ficar pronta. Vai ver o custo de uma obra dessas. O que se paga de juros é astronômico". O ministro disse que até 2004 será necessária a instalação de mais 26 mil MW, o que representa investimentos anuais de R$ 8,5 bilhões. "A capacidade do governo é de R$ 2,5 bilhões por ano. E este investimento não pode esperar." Tourinho está seguro que as empresas geradoras de energia – Furnas, Chesf e Eletronorte – serão privatizadas ano que vem, e a prioridade agora é definir o modelo de venda. Semana que vem haverá uma reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento, que poderia até definir a data dos leilões se o modelo de privatização já estivesse decidido.


O ministro afirmou que o aumento no preço do álcool combustível dá a entender que existe alguma organização por trás disso e defendeu que o governo venda parte de seu estoque de dois bilhões de litros para normalizar o mercado. Tourinho lembrou que o preço do álcool caiu por excesso de produção, e que a retirada do subsídio do governo poderia, no máximo, gerar um pequeno aumento, de até 5%. "Só que passaram da conta", condenou. "Não quero fazer acusações, mas esses aumentos nos levam a supor que exista algum tipo de organização. O governo deve entrar vendendo parte do estoque que tem para que a situação volte ao normal". Tourinho ressaltou que falava como membro do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima), a quem cabe definir se o governo intervém ou não no mercado.


A visita a Angra foi para verificar o estágio das obras de Angra 2, que deverá estar gerando 300 MW, a partir da primeira semana de fevereiro. "A entrada em funcionamento de Angra 2 é absolutamente fundamental para assegurar a energia do Rio de Janeiro no verão", frisou. Os primeiros 300 MW de Angra 2 correspondem a aproximadamente 17% da energia consumida no Rio. Quando estiver gerando 1.000 MW, em abril, a usina será responsável por 35% da energia do estado. Em relação a Angra 3, Tourinho disse que o projeto só será viável com os financiamentos externo (da Alemanha) e interno – o governo proporá à empresa que fizer a obra o pagamento em energia. O ministro disse que o fato de a usina estar no PPA (Plano Plurianual) significa o compromisso do governo com o projeto. Fonte: Diário do Grande ABC



Preços livres nos negócios com energia

São Paulo, 5 – Geradoras e distribuidoras praticam, pela primeira vez, preços livres na compra e venda de energia elétrica. Com as operações, que resultam em contratos de curto prazo, as empresas diminuem sua exposição à contabilização de excedentes – rateio mensal, obrigatório e com tarifas definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da diferenca entre a energia contratada a longo prazo e aquela efetivamente consumida. De julho para cá, o MAE (Mercado Atacadista de Energia ) registrou 62 desses contratos, envolvendo 829,345 mil MWh (megawatts/hora). Isto equivale a R$ 37,32 milhões, se considerado o valor médio de R$ 45 por MWh (megawatt/hora). Entre as empresas ativas nesse mercado estão a geradora Eletronucelar, as distribuidoras Coelba (BA), Cosern (RN) e o grupo Rede, de origem paulista. Fonte: Gazeta Mercantil (Maria Angela Jabur)

Uma fila grande na compra de turbinas

Rio, 4 – A desregulamentação do mercado de energia e o aumento da participação do gás na matriz energética dos Estados Unidos podem comprometer projetos de construção de termelétricas no Brasil. O mercado norte-americano promove uma corrida por turbinas a gás. Os reflexos são aumento de preços e prazos de entrega maiores. O problema, que não se reflete apenas no Brasil, está sendo considerado por investidores, que já rediscutem custos e prazos e procuram alternativas para conclusão das usinas. Fonte: Gazeta Mercantil (Nicola Pamplona)

Mercosul energético

Buenos Aires, 5 – O futuro presidente da Argentina, Fernando de la Rúa, impulsionará a criação do mercado comum energético no Mercosul, disse Daniel Montamat, ex-presidente da ex-estatal YPF, e futuro secretário do setor. Mas o problema é que, para isso, será necessária uma regulamentação energética comum, enquanto hoje cada pais da região tem um marco legal próprio que, em certos casos, como no Brasil, inclui subsidios aos produtores e dificulta as importações.


O projeto tem como objetivo facilitar a entrada dos produtos argentinos no Brasil, onde se espera enorme crescimento da demanda na próxima década, e ganhou urgência com as recentes descobertas de gás na Bolívia, que colocam o país como principal fornecedor de energia ao Brasil. O projeto de De la Rúa também está dirigido a aumentar a concorrência na Argentina.


Com o mercado comum de energia, os produtos brasileiros poderiam entrar livremente na Argentina, incentivando a concorrência e reduzindo as tarifas que, de acordo com as associações de consumidores do país, são muito elevadas. O futuro ministro de Economia, José Luis Machinea, também se pronunciou contra os subsídios às exportações dentro do Mercosul que, acusou, correspondem principalmente ao Brasil. Disse que os subsídios devem ser acordados entre os países membros e não decididos unilateralmente. Fonte: Jornal do Commercio (Héctor López)









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