Comentários do ILUMINA nessa notícia evidenciam o caos que se tornou o setor. Preparem os bolsos!!! Em estudo, aumento das tarifas como contrapartida ao anexo 5 Fábia Prates, De Brasília (Valor Econôm …

Comentários do ILUMINA nessa notícia evidenciam o caos que se tornou o setor. Preparem os bolsos!!!




Em estudo, aumento das tarifas como contrapartida ao anexo 5

Fábia Prates, De Brasília (Valor Econômico 2/10)

O grupo que procura soluções para polêmica aplicação do anexo 5 no faturamento de energia durante o período de racionamento estuda a opção de usar o reajuste tarifário a ser aplicado sobre os consumidores industriais como contrapartida para que as distribuidoras aceitem assumir parte dos prejuízos decorrentes da vigência do anexo para modificar os contratos em tempos de crise. O setor estima perdas de R$ 6 bilhões.


Epa! Será que esse grupo não leu o relatório Jerson Kellman, do próprio ministério, que em julho demonstrou que a situação das afluências não configura uma situação hidrológica imprevisível?



A decisão não está tomada, mas a tese de dividir as perdas entre geradores e distribuidores – a solução só ocorrerá com alguma renúncia- ganha força no governo, já que as partes não conseguem chegar a um consenso. Fontes da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE) afirmaram que essa pendência deve ser resolvida em poucos dias, assim como a remuneração financeira para a parcela A das tarifas, para garantir o funcionamento do mercado.


A parcela A é a chamada parcela de "custos não gerenciáveis". A nosso ver, a CCC, conta de combustível das térmicas que faz parte da parcela A e que disparou, não é tão não gerenciável assim. Está cara pela opção do governo e das distribuidoras de não investir em novas fontes! Agora não querem pagar a conta!



Um integrante do comitê responsável pelo tema disse ao Valor que duas respostas que deveriam ser dadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) atrasam a decisão. A Aneel deveria apresentar uma planilha detalhada sobre as distorções nas tarifas industriais, que são beneficiadas por subsídios cruzados, e o prejuízo que as concessionárias terão com a aplicação do anexo 5. A assessoria da Aneel informou que não deve nenhum estudo sobre os temas e que tem representantes nos comitês que os analisam.


A confusão é total!



Segundo tabela disponível na página da Aneel na internet, o megawatt (MW) consumido pela indústria custa em média R$ 77,37, enquanto as tarifas residenciais chegam a R$ 175,32 o MW, mas essa diferença não reflete fielmente as distorções. O custo marginal da tarifa residencial é mais alto do que o industrial. Só que o consumidor residencial paga pela tarifa bem mais do que o custo marginal, enquanto a indústria paga menos.


Na maioria dos países que não subsidiam a tarifa insustrial, a tarifa residencial é apenas 50% maior do que na indústria.



Uma fonte do Ministério de Minas e Energia informou que é difícil recuperar todo o subsídio industrial no reajuste tarifário, por causa da reação do setor a um aumento de custos. Na prática, a alteração nos subsídios cruzados visa evitar que o consumidor residencial pague a maior parte da conta do racionamento. Em audiência pública no Senado há duas semanas, o presidente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Mozart Siqueira, afirmou que a aplicação do anexo 5 resultaria em aumento de 100% das tarifas se o reajuste for autorizado de uma só vez.


Até que enfim alguem fala a verdade!



Na ocasião, quando o preço do MW no MAE estava cotado a R$ 684, as duas partes se mostraram irredutíveis. As geradoras não admitiam arcar com as perdas de R$ 6 bilhões – uma espécie de indenização pela redução dos contratos- e as distribuidoras pediam respeito integral a eles. O anexo 5 prevê redução dos contratos no período de racionamento, mas não na mesma proporção da redução de carga, o que deixa uma margem que as geradoras teriam que pagar às distribuidoras ao preço do mercado atacadista.


Mais uma vez! Essa pretensão só é válida em caso de hidrologia pior do que a prevista!!!!



Nem mesmo a alteração nos preços da energia negociada no mercado atacadista (o MW no MAE passou a custar R$ 336 no Sudeste) acalmou os ânimos. Paulo Born, da Duke Energy, afirmou que o prejuízo fica do mesmo tamanho. Com o MW a R$ 684, os contratos reduziriam entre 14% e 15%. A R$ 336, a redução é de 11%. O volume de energia a ser restituída às distribuidoras ao preço de mercado aumentou e o prejuízo é o mesmo, disse.


O preço da energia no MAE durante o racionamento reflete o custo do déficit, um parâmetro do setor para calcular quanto custa a falta de energia, mas que também não tem consenso no setor nem na forma de ser calculado nem no valor. Mercado, ONS, Aneel e Ministério fazem as contas de formas diferentes. Amanhã haverá um workshop no Ministério de Minas e Energia para iniciar discussão em busca de fórmula homogênea.


O ONS usou R$ 684/MWh enquanto havia estudos que indicavam que o valor teria de estar no entorno de US$1200/MWh. Com o déficit baratinho assim, só poderia dar racionamento mesmo!


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