
FÓRUM POPULAR CONTRA A VENDA DA COPEL Rua Dr. Zamenhof, 35 Alto da Glória Telefone: (41) 350-6924 Fax: (41) 350-6935
Sugestão de pauta
Lançamento do Fórum Popular Contra a Venda da Copel Nesta quinta-feira, 15, às 14h30, na Casa do Jornalista
Será lançado oficialmente nesta quinta-feira, às 14h30, na Casa do Jornalista (Rua José Loureiro, 211 Centro Curitiba/PR), o Fórum Popular Contra a Venda da Copel. Diversas entidades dos movimentos popular e sindical, parlamentares, personalidades e partidos políticos integram a coordenação dessa organização em defesa do patrimônio do povo paranaense.
Durante a apresentação do Fórum, serão divulgadas as peças publicitárias da campanha contra a privatização da Copel e o cronograma de atividades já programadas para acontecer em todo o Paraná. Para o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (CREA-PR), Luiz Antonio Rossafa, "é importante a unificação da linguagem de comunicação para discutir a questão com diversos segmentos sociais. Enfim, disputar a opinião pública com os privatistas".
O objetivo do Fórum Popular Contra a Venda da Copel é aglutinar todos os esforços e iniciativas de várias entidades da sociedade civil organizada. "Temos que respeitar os encaminhamentos anteriores e específicos de cada agremiação na resistência à liquidação, pretendida pelo governo do estado, de uma empresa estratégica ao desenvolvimento do Paraná", disse Nelton Friedrich, coordenador geral do fórum.
A coordenação do Fórum Popular Contra a Venda da Copel Contatos (41) 350.6924 Fax: 350.6935 CREA/PR-(41) 9994.4780 Esmael Morais
Coordenação geral: Nelton Friedrich (41) 9995.7721 Luiz Antonio Rossafa pres. CREA (41) 9957.1017 Dep. Pessuti (frente parlamentar) 350.4086
Gazeta do Povo – Paraná
ENERGIA |Reajuste tarifário e crescimento do mercado explicam o resultado inédito Copel apresenta em 2000 o maior lucro de sua história
Companhia obteve ganho 55,4% acima do verificado em 1999
MIRIAN GASPARIN DE OLIVEIRA A Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) apresentou lucro líquido de R$ 430,6 milhões no ano passado, o que representou um aumento de 55,4% em relação ao resultado de R$ 277,2 milhões obtido em 1999. O lucro da Copel em 2000 foi o maior de toda a história da empresa, sendo reflexo do reajuste tarifário de 15,43% concedido em junho passado, do crescimento de 6,7% do mercado de energia, da venda de serviços para novos consumidores livres, do aumento na receita proveniente da rede de transmissão de energia e do crescimento de receitas operacionais decorrente do aumento de aluguéis de equipamentos, estruturas e fibras óticas.
Na avaliação do presidente da Copel, Ingo Hübert, o lucro é compatível com a necessidade de investimento que a companhia tem hoje para aumentar a oferta de energia. A cada ano, 80 mil clientes são incorporados à Copel, daí a necessidade de novos investimentos, explica. Em decorrência da divulgação do lucro, as ações preferenciais da Copel subiram ontem 4,93% na Bolsa de Valores de São Paulo.
Apesar da redução do quadro de funcionários de 6.536 para 6.148, o custo com pessoal cresceu 4,7% em 2000. Este aumento, segundo a companhia, deveu-se à variação verificada na conta plano de previdência privada que em 1999 foi reduzida devido ao extorno de R$ 11 milhões de provisões de exercícios anteriores.
A conta serviços de terceiros aumentou 18,2% devido aos contratos firmados com o Lactec e Simepar para consultoria técnica.
Em 31 de dezembro último, a Copel contava com 2,8 milhões de consumidores, 3% a mais do que o registrado em 1999. A companhia conta com 18 usinas, sendo 17 hidrelétricas e uma termelétrica, com capacidade total de 4.548 MW. A Copel possui 151,693 quilômetros de linhas de distribuição, com 231 subestações e 7,7 mil quilômetros de linhas de transmissão com 117 subestações.
As receitas provenientes da energia residencial somaram R$ 928,2 bilhões, ou 16% em relação a 1999, enquanto que a arrecadação com energia industrial atingiu em 2000, R$ 719,3 bilhões, 29,1% acima ao verificado no ano anterior. As receitas com a venda de energia ao setor comercial totalizaram R$ 442,2 bilhões, (+20,5%), enquanto que no setor rural chegou a R$ 101,3 bilhões (+17,8%).
O ganho de R$ 430,6 milhões equivale à distribuição de R$ 1,5735 por lote de mil ações, atingindo 32,8% de margem operacional. As receitas líquidas atingiram R$ 2,021 bilhões, ou 25% a mais do que os R$ 1,611 bilhão verificados no ano anterior.
Ao final do ano passado, os ativos totais da Copel somavam R$ 8 bilhões, enquanto que as dívidas chegavam a R$ 1,4 bilhão, representando um endividamento de 0,28% sobre o patrimônio líquido.