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Os temores sobre o desmonte da operação integrada, tão presentes desde o início do processo de privatização, deveriam ser reavaliados. Na realidade o que mais afetará o setor é a total destruição do planejamento. Os ideólogos desse modelo, com a arrogância costumeira, desconhecem a curiosa dependência do presente com o futuro, típica de sistemas hidráulicos de grande porte. O preço da energia no mercado livre sempre refletirá as perspectivas futuras do eqüilíbrio entre oferta e demanda. Com a ausência de investimentos, o preço do MAE já beira R$ 300 / MWh. Até os beneficiários da privatização reconhecem a necessidade do planejamento.


Folha 20/1/00

Empresa elogia adiamento das privatizações de energéticas

Grupo dos EUA diz que decisão permitirá planejamento


da Reportagem Local


O diretor financeiro do PSEG (Public Service Enterprise Group), André Demola, disse ontem que a decisão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) de adiar a privatização das companhias de geração elétrica federais foi acertada. Na edição de ontem, a Folha informou que a privatização de Furnas Centrais Elétricas, Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) e Eletronorte não deve sair este ano, conforme estava previsto. As receitas com a venda das estatais do setor elétrico estão previstas no acordo do governo federal com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Demola afirma que as energéticas federais "não eram a prioridade do PSEG para este ano" e que a empresa "não tinha expectativa de que elas seriam privatizadas em 2000". "A possibilidade de as empresas brasileiras captarem recursos no exterior está fechada no momento.


A decisão do BNDES permite que as empresas façam um planejamento melhor", diz. O grupo norte-americano PSEG controla a RGE (Rio Grande Energia S/A), prestadora de serviços na região metropolitana de Porto Alegre (RS). As demais empresas estrangeiras procuradas pela Folha informaram que não iriam se manifestar sobre o caso. Isso ocorreu com a AES, a Tractebel e a Duke Energy -todas compradoras de estatais de energia privatizadas. A assessoria de imprensa da norte-americana Enron informou que somente o presidente da empresa poderia dar declarações e que ele estava nos EUA.


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