ONS estima que risco de falta de energia em 2001 é de 5,4%
Rio, 21/8/2000 – O presidente do Operador Nacional do Sistema (ONS), Mário Fernando Melo dos Santos, disse ontem que o risco de falta de energia, no próximo ano, ficará em 5,4%, ou seja, risco igual ao apresentado nos últimos cinco anos. ”Esse cálculo é feito com base na estimativa de crescimento do mercado, da ordem de 5,2% em 2001”, explicou Santos. Para 2002, o risco de falta de energia será de 4,5%. ”Para manter o baixo risco, dependemos da efetivação de projetos de geração térmica, ao longo de 2001 e 2002”, avisou. Santos falou a cerca de 50 executivos do setor reunidos na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), sobre abastecimento de energia no País, dentro do Programa de Eficientização Energética, lançado pela ONS na quinta-feira passada. O presidente da ONS enfatizou que a geração de 1.284 MW médios de energia (4.269 MW de potência) no País, principalmente por empreendimentos do setor que começaram a funcionar neste semestre, será consolidada em 2001. Para reforçar o cenário, ele soma os 540 MW de energia nova proporcionada pelas cerca de dez térmicas a serem implantadas – 90% delas pela Petrobras em consórcio com outras empresas, no próximo ano. Ao todo, entre o segundo semestre deste ano e dezembro de 2001, serão contabilizados 4.456 MW de energia nova no sistema brasileiro. Santos disse que as licitações da Aneel seguem o cronograma normal e de forma alguma atrapalham a oferta de energia no País. Fonte: Jornal do Commercio
Sobre a questão do risco, o ILUMINA tem a esclarecer o seguinte:
O risco de falta de energia é um parâmetro inerente ao parque hidrotérmico instalado, independente da situação hidrológica. Representa um risco médio face a todas as situações possíveis de hidraulicidades. É um "termômetro" do eqüilíbrio entre oferta e demanda.
Não é o risco de curto prazo influenciado pela atual situação hidrológica, até porque, esse risco, se altera muito rápidamente.
Em um sistema de suprimento energético hidraulico competitivo, a responsabilidade sobre a monitoração desse parâmetro, é extremamente importante para detectar crescimentos de oferta insuficientes. É preciso deixar claro que alterações das datas de entrada das usinas citadas na reportagem alteram substancialmente essa taxa de risco, assim como diferentes taxas de crescimento de mercado. Portanto, se realmente o risco é de 5,4%, o nível de incerteza sobre esse percentual é significativo.
A conta é simples: O mercado brasileiro cresceu aproximadamente 5% ao ano nos últimos 5 anos. Se o risco anterior era 5%, durante esses 5 anos, para manter o risco estavel, deveriam ter sido inaugurados aproximadamente 18000 MW.
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