Setor energético receberá investimentos de US$ 6 bi Brasília, 21 – O diretor do Departamento Nacional de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Boris Garbati Gorenstein, disse h&aacu …

Setor energético receberá investimentos de US$ 6 bi

Brasília, 21 – O diretor do Departamento Nacional de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Boris Garbati Gorenstein, disse há pouco que grupos privados vão investir US$ 6 bi na construção de 54 usinas térmicas no País, entre 2001 e 2003. Segundo Gorenstein, essas térmicas serão construídas em 18 Estados e, quando em operação total, vão consumir 47 milhões de metros cúbicos diários de gás natural e produzir 12 mil megawatts de energia. Segundo o diretor, o BNDES vai financiar até 100% de bens e serviços nacionais para os empreendimentos, ao custo de TJLP mais juros de 3% a 4% ao ano. Ele disse que, com essas térmicas, haverá um significativo avanço na participação da energia térmica no parque de geração de energia elétrica brasileiro. Ele previu que, ao mesmo tempo, nos próximos dois anos, será necessária a construção de 8 mil quilômetros de linhas de transmissão, que demandarão investimentos de aproximadamente US$ 1 bi para o transporte de energia. Segundo estimativas do governo, para atender o mercado nos próximos seis anos, será necessária a disponibilização de 26 mil megawatts adicionais de energia, o que representa cerca de 40% da capacidade hoje instalada. Gorenstein fez estas afirmações no seminário sobre política de preços para a indústria do gás natural, que se realiza na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Fonte: Agência Estado (Roberto Cordeiro)

Eletrobrás e BNDES estudam construção de pequenas hidrelétricas

RIO, 21 – A Eletrobrás e o BNDES estão neste momento realizando seminário no qual discutem mecanismos de estímulo à construção de pequenas centrais hidrelétricas no país. O presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio, explicou que existem aproveitamentos em potencial para a construção de pequenas usinas com um total de 6.000 a 10.000 mega watts, nas porções sudeste e centro-sul do país, que exigiriam investimentos da ordem de R$ 10 bilhões. Sampaio disse que há a possibilidade de a Eletrobrás garantir a compra e venda da energia a ser gerada por essas centrais. Fonte: Globo On Line (Ramona Ordoñez)

Eletrobrás garante abastecimento de energia no verão

RIO, 21 – O Brasil não corre o risco de ficar às escuras durante o verão. A garantia foi dada há pouco pelo presidente da Eletrobrás, Firmino Sampaio. Segundo ele, o crescimento econômico a ser registrado pelo país no ano irá ao ponto das estimativas da estatal. Firmino ressalvou, contudo, que alguns estados, como o Rio Grande do Sul, exigirão "atenção especial" no abastecimento de energia. Fonte: Valor Online (Diogo de Hollanda)

Governo criará fundo de proteção cambial para usinas termelétricas

BRASÍLIA, 21 – O governo decidiu criar um fundo para minimizar os riscos cambiais relativos às usinas termelétricas. Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o diretor do Departamento Nacional de Desenvolvimento Energético da Secretaria de Energia do Ministério das Minas e Energia, Boris Garbati Gorenstin, informou que a decisão já foi tomada, e que resta agora definir os montantes que irão constituir o fundo e como ele será operacionalizado. Os recursos que irão compor o colchão de proteção cambial virão dos próprios investidores privados. O fundo só assegurará proteção cambial sobre os custos referentes ao gás usado nas termoelétricas e aos valores oriundos de investimentos externos. Juntos representam 70% dos investimentos das termoelétricas. O fundo não irá cobrir os investimentos feitos com capital próprio, nem as parcelas referentes a financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Não faz sentido proteger o investimento que já está associado ao risco Brasil", explicou Gorenstin. Segundo ele, está descartado o uso de recurso público para composição do fundo de proteção cambial. A oscilação do valor do dólar é apontada como o principal entrave para o deslanche do programa de construção de termelétricas previsto pelo governo. Está programado a construção de 54 unidades nos próximos cinco anos, de forma a elevar a participação da energia gerada por termelétricas a 25% do total nacional até o final de 2004. Fonte: Valor Online (André Lacerda)

CPFL começa a vender energia pela Internet

Campinas, 20 – Os negócios livres de compra e venda de energia elétrica entre empresas chegam, afinal, à internet. A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), distribuidora que atende parte do interior de São Paulo, realiza, hoje, a operação simbólica para marcar o início das operações em espaço exclusivo da área de e-business existente em seu site. Não se tem notícias de outras concessionárias do País que tenham realizado experiência semelhante. Boa parte delas se prepara para o novo ambiente de negócios. Mas seus sites ainda se restringem à transmissão de informações, orientação do usuário ou compra e venda de bens e serviços. A CPFL dispõe, este ano, de aproximadamente 750 MWh para a livre negociação, correspondentes a receitas próximas a R$ 50 milhões. Trata-se de parte da produção da geradora CPFL (recém-constituída a partir de uma cisão da empresa-mãe) e de excedentes dos chamados contratos iniciais (compra de energia de longo prazo). Fonte: Gazeta Mercantil

Controladores da Celpe anunciaram reestruturação

São Paulo, 20 – A Iberdrola, a estatal BBI (Banco do Brasil de Investimentos) e a Previ (fundo de pensão dos empregados do Banco do Brasil, entidade privada, mas patrocinada pelo BB), acionistas controladores da Celpe (Companhia Energética de Pernambuco), informaram hoje que pretendem implementar processo de reestruturação da empresa pernambucana. De acordo com "fato relevante" divulgado pela Bovespa, o processo contempla, em etapa inicial, a transferência das ações de emissão da Celpe adquiridas no leilão de privatização em fevereiro para a holding Guaraniana S/A – que concentra os investimentos conjuntos da Iberdrola com a Previ e o BB. Segundo o comunicado, os controladores da Celpe têm interesse de concentrar na Guaraniana todas as participações que esses acionistas detém no setor elétrico. O grupo já controla a Coelba (Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia) por meio da Guaraniana. Em etapa posterior, a Guaraniana transferirá para a sociedade Leicester Comercial as ações emitidas pela Celpe. Essa sociedade terá seu patrimônio constituído unicamente das ações de emissão da Celpe que lhe forem transferidas. Concluída essa transferência, diz o comunicado, será proposta a incorporação da Leicester Comercial S/A pela Celpe, possibilitando então o aproveitamento dos benefícios fiscais admitidos em lei, na medida em que a Celpe tenha condições de gerar aumento na base contábil para fins de amortização no valor pago pela Celpe, reduzindo, assim, a carga fiscal (imposto de renda e contribuição social sobre o lucro) em exercício futuros. Os acionistas que direta ou indiretamente controlam a Celpe serão também acionistas indiretos da Leicester Comercial, através da holding Guaraniana. A Celpe (Companhia Energética de Pernambuco) foi privatizada em fevereiro deste ano, por R$ 1,78 bilhão (preço mínimo). Fonte: FolhaNews (IVONE PORTES)

As elétricas na contramão

São Paulo, 20 – A maior parte das concessionárias de energia elétrica teve, nos primeiros nove meses deste ano, desempenho pior que o de 1998, quando os balanços não haviam sido afetados pela mudança do regime cambial. Os resultados das elétricas correm, portanto, em sentido contrário ao dos demais setores, que já estão acima dos obtidos há dois anos. A Light, do Rio, que teve lucro de R$ 169,3 milhões nos nove primeiros meses de 1998, acusou prejuízo de R$ 80,7 milhões no mesmo período deste ano. A Celesc (SC) também passou de um lucro de R$ 7,7 milhões para um prejuízo de R$ 3,2 milhões, no confronto entre 1998 e 2000. A principal justificativa para essa performance é o aumento dos custos não administráveis. Entre eles, está a alta do dólar, que tem impacto direto sobre a energia comprada de Itaipu e nos custos financeiros. Fonte: Gazeta Mercantil (Ana Paula Nogueira e Maria Angela Jabur)

Categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *