É o que dá implantar no maior complexo hidroelétrico do mundo, atabalhoadamente, um modelo feito para sistemas cujas fontes energéticas são térmicas . Toda a confusão o que você lê abaixo, de uma forma ou de outra, está relacionada com características hidroenergéticas exclusivas do sistema brasileiro que foram desrespeitadas. Imaginem o custo desse desencontro todo! O ILUMINA solicita ao poder público que esclareça para a sociedade os custos do sistema de mercado, de tal maneira que ela possa decidir a continuidade dessa insensatez.
Mercado está confuso com novas regras da Aneel
As empresas de eletricidade estão tendo dificuldades para calcular o que têm a pagar e a receber nos negócios realizados no MAE durante o racionamento. Esses números também serão incluídos nos balanços. Ontem, elas ainda tentavam adaptar os cálculos às novas regras anunciadas na quinta-feira da semana passada pela Aneel. O órgão regulador alterou alguns pontos do acordo geral do setor que foi fechado em dezembro, para ressarcimento, ao setor, das perdas provocadas pelo racionamento. O grande esforço das empresas é trabalhar com mudanças conceituais complexas. A Aneel alterou a interpretação do acordo em três pontos: energia livre gerada no Sul do País, alocação de eletricidade da usina de Itaipu e sobras contratuais decorrentes da queda da demanda no racionamento. A Aneel procedeu à revisão dos critérios atendendo ao pleito da associação de classe das geradoras, a Abrage. (Gazeta Mercantil – 21.05.2002)
Elétricas insatisfeitas com mudanças poderão recorrer à Aneel
Ontem, o diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, afirmou, durante o Congresso Brasileiro de Energia, no Rio, que as elétricas insatisfeitas com as mudanças nos cálculos dos negócios realizados no MAE, poderão recorrer à agência. As companhias fazem simulações com as novas normas, mas a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não exigirá a republicação dos balanços de 2001 e do 1 trimestre de 2002. Segundo o gerente de Normas Contábeis da CVM, José Carlos Bezerra, a autarquia entende que as mudanças ocorreram em 2002, logo, terão de ser contempladas no balanço a partir da data em que foram publicadas. "As empresas que fizeram suas demonstrações de 2001 com base no entendimento que havia na época não terão motivo para refazer seus balanços. Essas novas mudanças deverão estar no balanço do 2 trimestre deste ano", disse Bezerra. (Gazeta Mercantil – 21.05.2002)
Cisão de Furnas pode não acontecer
A cisão da estatal Furnas pode minguar com a sucessão presidencial. Analistas e dirigentes do setor acreditam que nenhum dos candidatos de peso ao Planalto simpatiza com a idéia de dividir a maior geradora do País. Maurício Tolmasquim, um dos coordenadores do programa de energia de Luiz Inácio Lula da Silva (pré-candidato pelo PT) baseia o argumento contrário à cisão na baixa rentabilidade da empresa de transmissão – o que impediria o investimento em novas linhas. "Enquanto a rentabilidade com a venda da produção de Furnas é de 16%, os ganhos com transmissão não passam de 1,2%", afirmou ele. Mário Santos, presidente do ONS disse que não privatizar Furnas é uma excelente idéia. Para ele, a cisão não precisará envolver a criação de uma nova empresa, mas apenas a divisão contábil para dar mais transparência ao setor. (Gazeta Mercantil – 21.05.2002)
Itamar e Benedita abrem luta contra privatização de Furnas
Os governadores dos estados do Rio e de Minas Gerais, Benedita da Silva (PT) e Itamar Franco (PMDB), abriram ontem no Rio uma luta conjunta contra a privatização de Furnas Centrais Elétricas. Segundo os dois governantes, quando o Brasil mais precisa de investimentos, a cisão das atividades de geração e distribuição não trará melhoria ao sistema já em crise. "Ao contrário, eliminará a necessária sinergia entre as duas atividades, ampliando custos, reduzindo rentabildiade e exigindo a criação de nova tarifa para a sociedade brasileira", afirmaram em nota oficial. Na opinião de Benedita e Itamar, "o empenho conjunto do Rio de Janeiro e Minas Gerais se sustenta- no entendimento de que Furnas, por sua excelente saúde financeira e alta capacidade de investimentos, tem, ainda, participação decisiva na solução da crise energética brasileira, dada a excelência de seu desempenho financeiro, que registra lucros líquidos crescentes, baixo grau de endividamento e alta capacidade de investimentos". (Tribuna da Imprensa – 21.05.2002)
Conselho da Eletrobrás vai decidir sobre excedentes
Somente o conselho de administração da Eletrobrás, presidido pelo ministro das Minas e Energia, Francisco Gomide, poderá definir se a estatal irá retirar da Justiça o pedido de direito de comercializar o excedente da energia produzida no passado pela usina hidrelétrica de Itaipu, afirma Altino Ventura Filho, presidente da estatal, no IX Congresso Brasileiro de Energia e IV Seminário Latino-americano de Energia, realizado no Rio. A pendência da comercialização da energia gerada no passado por Itaipu ocorre porque, de um lado a Eletrobrás, e de outro as distribuidoras, reivindicam a titularidade sobre a comercialização dessa energia. A estatal já conseguiu três liminares a seu favor e agora está à espera da decisão final. (Valor Econômico – 21.5.2002)
José Abdo afirma que Aneel não interferirá na negociação dos excedentes
O governo admite que a questão da venda dos excedentes de energia produzida no passado pela usina hidrelétrica de Itaipu precisa ser resolvida em prazo mais curto que o jurídico. Uma solução para o caso é importante para dar fim à queda de braço entre a Eletrobrás e as distribuidoras, que reivindicam a titularidade sobre a comercialização dessa energia, e para estimular novos investimentos privados para ampliar a matriz energética nacional. "Há ações do MME para negociar esse ponto", confirma o diretor-geral da Aneel, José Mario Abdo. Ainda de acordo com ele, a Aneel não interferirá na negociação. "Agora a questão está em conversas entre o MME e a Eletrobrás. Analisaremos somente depois de tomada decisão". (Valor Econômico – 21.5.2002)
Diretor-geral da Aneel diz que espera decisões de geradoras e distribuidoras pra homologar o acordo para o setor
O diretor-geral da Aneel, José Mario Abdo, informou que, exceto a questão do excedente de Itaipu, ainda existem quatro pendências a serem definidas para fechar a homologação dos acordos entre governo e geradoras e distribuidoras. "Mas neste momento, as distribuidoras e geradoras é que devem tomar as medidas", disse Abdo, explicando que essas medidas dependem exclusivamente da iniciativa das empresas do setor. "Está a cargo delas, por exemplo, assinar os aditivos aos contratos iniciais e apresentar seus números oficiais. Acho que, depois de recebidas essas documentações, em 15 dias a Aneel reanalisa os números e homologa o acordo para o setor", previu. (Valor Econômico – 21.5.2002)
Transmissoras ainda aguardam resposta do governo sobre pedido de revisão das receitas
As empresas transmissoras de energia ainda não receberam resposta do Comitê de Revitalização do Setor Elétrico sobre a inclusão da revisão das receitas anuais. Segundo César de Barros Pinto, diretor Executivo da Abrate (Associação Brasileira das Empresas Transmissoras de Energia Elétrica), o pedido, feito no início deste mês, poderá resolver a questão financeira das concessionárias, que, hoje, lutam para manter o sistema equilibrado."Quando houve o processo de desverticalização, as empresas geradoras de energia ficaram mais atraentes que as transmissoras. Entretanto, o resultado foi trabalho no sacrifício para manter o sistema de transmissão em condições adequadas", ressalta. Ele explica que cada concessionária possui uma receita anual permitida pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). São estas receitas que garantem a remuneração das empresas. Porém, a remuneração das transmissoras, pelo menos as associadas da entidade, está negativa. Barros Pinto diz que, em algumas empresas, o índice chega a -13%. Quando positiva, a remuneração não ultrapassa 4,5%. (Canal Energia – 20.05.2002)
Encontro debate gestão dos recursos hídricos do país
Até a próxima quinta-feira, dia 23 de maio, acontecerá o 4º Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas, no balneário de Camboriú, em Santa Catarina, para debater a gestão dos recursos hídricos no país. O evento vai reunir representantes de 82 comitês de bacias estaduais e dos seis comitês federais. Um dos temas principais vai discutir a cobrança pelo uso da água. O encontro começou no último domingo, dia 19 de maio. (Canal Energia – 20.05.2002)
Grupos privados querem ficar com processo de fiscalização de barragens
Grupos privados, em especial os de São Paulo, estão pleiteando junto à Aneel e à ANA a criação de uma lei, obrigando a vistoria nas barragens anualmente. Hoje, o processo já está incluído no trabalho de fiscalização da Aneel, que não é feito em todas as concessionárias todos os anos. Segundo Gilson de Oliveira Furtado, gerente de Segurança de Barragens e Manutenção Civil da Cemig, algumas concessionárias acionam estes grupos para fazerem a revisão nas barragens antes da fiscalização da órgão regulador. "O pedido foi feito para a Aneel, mas não houve resposta. Agora, eles levaram a proposta para a Ana", comenta. Para Furtado, este processo deve permanecer com a agência reguladora do setor elétrico. Isto porque a estrutura da barragem já faz parte da concessão de usinas e, portanto, somente técnicos do setor estariam aptos para elaborar os planos de segurança das mesmas. O executivo diz que, no caso da Cemig, todas as barragens foram fiscalizadas, este ano, e as irregularidades encontradas já foram solucionadas pela companhia. (Canal Energia – 20.05.2002)