Mudanças Estruturais

Nada contra a iniciativa da Vale do Rio Doce ao agir proativamente buscando seu auto suprimento. Parabéns, Vale! Entretanto, é preciso estar atento ao que está ocorrendo em termos das mudanças estruturais do setor. Usinas hidroelétricas estão sendo construidas por grandes consumidores, contrariandomuitos que diziam não haver interesse nesse projetos. Se estão sendo construidos para gerar energia para fins privados é porque há vantagens econômicas palpáveis. Além disso, os descontratados estão correndo atrás de clientes com escala para diminuir seu prejuízo com a queda de mercado. Mas, o que estará sobrando para os fins públicos, omercado cativo? Térmicas com take or pay? Silenciosamente, pode estar acontecendo uma significativa mudança estrutural no suprimento de energia que direciona a energia mais barata para os grandes consumidores. Afinal, o temido poder de mercado que existe do lado da oferta, também existe do lado da demanda.



Vale investe US$ 19 milhões em hidrelétricas no primeiro trimestre

Montante refere-se à construção de quatro hidrelétricas em MG, que terão capacidade instalada de 920 MW

Canal Energia 13/5/2004


A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) investiu no primeiro trimestre do ano US$ 19 milhões na área de energia elétrica. O valor equivale a 33,9% do orçamento previsto pela empresa para o segmento em 2004, de US$ 56,1 milhões. Os investimentos referem-se à construção de quatro usinas hidrelétricas em Minas Gerais, que, juntas, terão capacidade instalada de 920 MW.


Na usina Candonga (140 MW), cujo início das operações está previsto para o final do mês, a Vale investiu US$ 2 milhões, dos US$ 3,5 milhões orçados para este ano. O cronograma da obra foi antecipado, e a estimativa é que todas as unidade estejam operando entre junho e julho. Em Aimorés (330 MW), que deverá iniciar a geração em julho de 2005, foram investidos US$ 11 milhões de US$ 19 milhões a serem aportados até dezembro.


Para as usinas Capim Branco I e II (com 240 MW e 210 MW, respectivamente), foram aplicados recursos da ordem de US$ 6 milhões. A expectativa da Vale é que as duas unidades estejam em plena operação em 2006. Os investimentos, neste ano, serão de aproximadamente US$ 33,6 milhões.

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